O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), ampliou a plataforma DF 360 com novas tecnologias. Agora, o sistema conta com drones, câmeras com reconhecimento facial e de placas, além da modernização dos atendimentos das centrais 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). O objetivo é melhorar o monitoramento e tornar a segurança pública mais eficiente e preventiva.
Durante o anúncio, a vice-governadora Celina Leão ressaltou que essas tecnologias aumentam a rapidez no atendimento e fortalecem a colaboração entre Conselhos Comunitários de Segurança, administrações regionais e o planejamento estratégico. Em parceria com as Secretarias de Educação e Saúde, o sistema utiliza inteligência artificial para identificar ações de violência e crime.
Atualmente, a SSP-DF monitora 1.350 câmeras próprias distribuídas nas 35 regiões administrativas, além de mais de 250 câmeras parceiras em estações de metrô, terminais rodoviários, unidades de saúde e áreas residenciais e comerciais. O monitoramento é feito 24 horas por dia no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, informou que as câmeras com reconhecimento facial são integradas com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitindo o acesso a mandados de prisão em aberto. Ele destacou que o DF não permitirá o esconderijo de foragidos, aumentando a segurança da população. No último ano, a tecnologia ajudou na prisão de mais de 30 pessoas, mesmo com apenas oito licenças de inteligência artificial em uso experimental.
Com a ampliação para 50 licenças, a inteligência artificial será aplicada em mais câmeras, incluindo as públicas e privadas que aderirem ao sistema. Os comandos do sistema focam na identificação de foragidos, comportamentos suspeitos e buscas por características específicas. Além disso, está prevista a instalação de mais mil câmeras em pontos estratégicos do Distrito Federal.
Nos atendimentos de emergência, os canais 190 e 193 passaram a usar geolocalização precisa via celular, com envio automático de informações pelo WhatsApp. Essa integração alcança sistemas como Sinesp-CAD, aplicativos de transporte e o RapidSOS, que fornecem dados essenciais em situações de emergência. O projeto também dá prioridade para mulheres protegidas por medidas especiais, dentro do Projeto Viva-Flor.
Os agentes que atuam nas ruas contam com um módulo para consulta integrada que reúne dados diversos para checagem rápida de veículos, antecedentes e identificação facial biométrica.
Todo o processo está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que apenas servidores autorizados acessem as informações. Imagens das câmeras próprias são armazenadas por até 30 dias, enquanto as de parceiros permanecem disponíveis por até 72 horas, sem compartilhamento de dados entre os participantes.
Essa iniciativa ajuda a prevenir crimes, apoiar investigações, melhorar a ordem pública, agilizar emergências e fortalecer a fiscalização. A expansão foi planejada com base em relatórios de crimes, sugestões de policiais e demandas da comunidade.
O sistema funciona com módulos integrados que incluem reconhecimento facial com alertas para foragidos, atendimento de emergência via geolocalização e notificações, além da detecção de ameaças em tempo real para respostas rápidas.
