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segunda-feira, 02/02/2026

Devotos celebram Dia de Iemanjá com cortejo no Rio

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Na manhã do dia 2 de fevereiro, fiéis fizeram uma caminhada para homenagear Iemanjá, uma figura importante do candomblé e da umbanda, na área conhecida como Pequena África, na cidade do Rio de Janeiro. A atividade foi organizada pelo grupo Filhos de Gandhi e começou na Rua Camerino, no bairro da Saúde, indo até a Praça Mauá.

O técnico em seguros André Luiz Barbosa, 48 anos, participou do Presente de Iemanjá para valorizar a cultura negra e pedir paz, proteção e saúde para sua família. A psicóloga Amanda Duarte, 39 anos, levou flores em agradecimento pelas bênçãos recebidas no último ano e sentiu uma forte conexão espiritual.

A caminhada reuniu pessoas de diferentes origens, promovendo a união. A técnica de enfermagem Sandra Regina Tomás, 60 anos, que veio de São Paulo, participou da festa para se reconectar com suas raízes e se sentiu acolhida. O advogado Oirton Dantas, 39 anos, que não tem religião, destacou a importância de eventos assim para criar laços e agradecer.

Outros eventos relacionados aconteceram, como a Reza das Águas no Leme em 31 de janeiro e o Presente para Iemanjá na Ilha do Governador em 1º de fevereiro. No próprio 2 de fevereiro, ocorreram o cortejo teatralizado na Praia do Flamengo e a comemoração no Arpoador. No final do mês, no dia 28, haverá o Xirê de Iemanjá na Barra da Tijuca.

Especialistas explicam que Iemanjá é popular porque é vista como mãe dos orixás e de todos os devotos, segundo o babalaô Ivanir dos Santos, professor da UFRJ. Tantinho, membro do grupo Filhos de Gandhi, compara Iemanjá ao cuidado e proteção materna, como na bolsa d’água.

Sylvia Amanda da Silva Leandro, da Fundação Cultural Palmares no Rio, ressalta que Iemanjá traz paz, alegria e sabedoria para enfrentar momentos difíceis, acalmando como o mar. O músico Marcos André Carvalho, criador do Dia de Iemanjá no Arpoador, diz que a orixá é uma figura querida que une pessoas de diferentes religiões, ajudando a superar a intolerância e o preconceito contra religiões de origem africana.

*Com informações da Agência Brasil

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