Rosimeire de Oliveira, 67 anos, aposentada, percebeu que sua visão estava piorando após precisar trocar seus óculos várias vezes num curto espaço de tempo. Durante uma tarefa diária, enquanto ajudava a filha a pintar o cabelo, notou que estava difícil enxergar os detalhes e decidiu procurar um médico.
Os exames mostraram que ela tinha glaucoma em estágio avançado, com pressão alta nos olhos e visão quase perdida. Recentemente, Rosimeire passou por cirurgia e está esperançosa em recuperar parte da visão para voltar a fazer artesanato, mesmo sabendo que a perda já sofrida não tem cura.
O glaucoma é uma doença silenciosa e uma das principais causas de cegueira que não tem cura no mundo. Normalmente, no começo, não causa sintomas, por isso o diagnóstico acaba sendo feito tarde, como no caso de Rosimeire.
Fatores que aumentam o risco são: ter familiares com glaucoma, idade acima de 40 anos, pressão alta dentro dos olhos, miopia forte, diabetes, uso prolongado de remédios corticoides e lesões nos olhos.
O oftalmologista Frederico Lóss, especialista na região, destaca que identificar a doença cedo é fundamental para evitar danos graves. “Quem tem algum desses fatores de risco deve fazer consultas regulares com o oftalmologista. Com o diagnóstico e tratamento corretos, é possível controlar o glaucoma e proteger a visão”, afirma. “Fazer exames oftalmológicos periodicamente é a melhor maneira de prevenir a perda da visão”.
Este caso chama atenção para a importância da prevenção e do cuidado com o glaucoma, especialmente durante o mês de março, que é dedicado a alertar sobre a doença pela Secretaria de Saúde.
