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Aconteceu

Despachante e Servidor do Detran-DF Estão Foragidos por Fraudes em Transferência de Veículos

Imagem cedida ao Metrópoles

Pedro Cruz Filho, servidor público, segue foragido após ser investigado por participar de um esquema de fraudes em transferências de veículos no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

Segundo investigações da 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, Pedro Cruz Filho atuava junto com o servidor Alexandre Macedo da Rosa e sua esposa, Shana Rodrigues Macedo. O grupo cobrava cerca de R$ 2 mil por cada transferência falsa, movimentando aproximadamente R$ 1 milhão por meio de acessos irregulares no sistema do Detran-DF.

O advogado Pedro Alves de Souza Filho, que representa Pedro Cruz, comunicou que o cliente pretende apresentar informações sobre seu estado crítico de saúde à Justiça. A defesa busca negociar uma forma de apresentação do cliente, alegando que não há necessidade de prisão preventiva, considerando a idade e condições médicas.

Histórico de Fraudes

Pedro Cruz Filho responde a processos por estelionato em Luziânia e Ceilândia, envolvendo fraudes na transferência de veículos e falsificação de documentos públicos para realizar transferências administrativas.

Outros envolvidos, como o casal Alexandre Macedo e Shana Rodrigues Macedo, foram detidos e se entregaram à polícia no Rio Grande do Sul. Já Caio Raffael de Jesus Leite Furtado e Pedro Cruz Filho permanecem foragidos, com mandados de prisão em aberto.

Método da Operação

Conforme denúncia judicial, Alexandre Macedo teria repassado suas credenciais de acesso ao sistema Getran a terceiros para realizar alterações irregulares, enquanto os documentos fraudulentos eram usados para aprovar as transferências.

Os suspeitos foram indiciados por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informações, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Operação Policial

A polícia cumpriu mandados de busca, apreensão e sequestro de valores em várias cidades, incluindo Brasília (DF), Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS), com apoio das polícias civis locais.

O Detran-DF colaborou fornecendo informações técnicas que auxiliaram na identificação dos padrões de invasão ao sistema e adotou medidas administrativas como afastamento e bloqueio de credenciais dos servidores envolvidos.

Pedidos de Liberdade

A defesa de Alexandre Macedo e Shana Rodrigues Macedo solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que o prazo para reavaliação expirou e apresentando argumentos sobre a saúde mental de Alexandre, que é judicialmente interditado, e que a esposa não teve participação direta nas fraudes.

Além disso, a defesa ressaltou que Alexandre está afastado do Detran-DF desde dezembro de 2023, sem acesso aos sistemas fraudados, e contestou seu recambiamento para Brasília, sugerindo que o exame pericial seja realizado onde ele reside.

Os advogados consideram que a prisão dos investigados é desnecessária, pois a instrução processual ainda não começou, e que a detenção representaria uma antecipação de pena.

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