A taxa de desemprego no Brasil aumentou, passando de 5,4% no trimestre até janeiro para 5,8% no trimestre até fevereiro, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE.
Este é o maior índice desde junho de 2025, quando também estava em 5,8%. No entanto, para os trimestres que terminam em fevereiro, essa é a menor taxa registrada desde o início da pesquisa em 2012.
No mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego estava em 6,8%.
Informalidade
O IBGE informou que a taxa de trabalhadores informais caiu para 37,5% no trimestre até fevereiro, o menor índice desde 2020, período da pandemia. Essa queda não se deu pela saída dos trabalhadores informais do mercado, mas porque a qualidade dos empregos formais está em seus maiores níveis desde 2012.
A menor taxa histórica foi 36,6% no trimestre até junho de 2020.
No último trimestre, 550 mil pessoas deixaram a informalidade, e o total de empregos caiu em 874 mil, mostrando que a redução maior foi na informalidade.
Fatores e perfil do emprego
Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa, explica que essa redução na informalidade ocorreu principalmente na construção civil, que tem muitos trabalhadores por conta própria sem registro formal, além de dispensas na indústria e agricultura.
Houve queda de 342 mil empregos sem carteira, 48 mil empregadores sem CNPJ e 226 mil trabalhadores por conta própria sem registro, enquanto aumentaram os trabalhadores familiares auxiliares e domésticos sem carteira.
A população informal caiu 1,4% em um trimestre e 0,3% em um ano, com 100 mil trabalhadores informais a menos comparado ao mesmo período anterior.
Contribuição para a Previdência
O Brasil tinha 68,196 milhões de trabalhadores contribuindo para a previdência no trimestre até fevereiro, um pouco abaixo dos 68,421 milhões registrados até janeiro.
A proporção de contribuintes entre os trabalhadores foi de 66,8%, um leve aumento em relação a 66,6% em janeiro.
Renda
A massa salarial atingiu recorde, totalizando R$ 371,092 bilhões no trimestre até fevereiro, segundo o IBGE.
O rendimento médio real dos trabalhadores subiu para R$ 3.679, impulsionado pela maior demanda por trabalhadores e formalização no comércio e serviços.
O rendimento médio real cresceu 2,0% em relação ao trimestre até novembro, e 5,2% comparado ao mesmo trimestre de 2025, representando aumentos de R$ 72 e R$ 183 respectivamente.
A renda nominal aumentou 2,9% no período até fevereiro comparado a novembro, e 9,6% em relação a fevereiro de 2025.
Adriana Beringuy destacou que os aumentos foram significativos estatisticamente tanto na renda real quanto nominal.
Em um ano, a massa salarial cresceu R$ 24,082 bilhões, alta de 6,9%, e subiu 1,1% em relação ao trimestre anterior, com aumento de R$ 4,087 bilhões.
Estadão Conteúdo.

