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domingo, 22/03/2026




Desemprego está em 5,4% no último trimestre, diz IBGE

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Em Brasília

EDUARDO CUCOLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no último trimestre até janeiro de 2026, o que mantém o mesmo índice registrado no trimestre anterior encerrado em outubro. Esse é o menor índice já registrado na série comparável.

Esses dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa abrange tanto o mercado formal quanto o informal de trabalho.

O mercado financeiro esperava uma taxa de desemprego em 5,4%, conforme mediana das projeções da agência Bloomberg. Antes desta divulgação, a menor taxa registrada havia sido de 5,1% no trimestre até dezembro de 2025, mas o IBGE evita comparar diretamente trimestres que compartilham meses.

A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, destaca que os resultados indicam estabilidade nos números de emprego no período.

Ela explica que, em janeiro, normalmente há uma redução no número de trabalhadores devido à dispensa de temporários, mas os dados positivos dos meses anteriores amenizaram esse efeito sazonal.

De acordo com o IBGE, no trimestre encerrado em janeiro, 5,9 milhões de pessoas com 14 anos ou mais estavam procurando trabalho. Isso representa uma queda de 17,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando 7,1 milhões buscavam emprego.

Desde o início da série da Pnad em 2012, o maior número de pessoas desempregadas foi no trimestre até março de 2021, durante a pandemia de Covid-19, chegando a quase 15 milhões.

População ocupada

O total de pessoas trabalhando atingiu quase 102,7 milhões, um aumento de 1,7% (1,7 milhão a mais) em comparação ao ano anterior. O nível de ocupação foi de 58,7%, estável em relação ao trimestre anterior e com crescimento de 0,5 pontos percentuais no ano.

A taxa de informalidade foi de 37,5%, levemente menor que os 37,8% do trimestre anterior e 38,4% do ano passado.

Adriana Beriguy menciona que a informalidade vem diminuindo desde 2022 e acelerou essa queda em 2023. Essa redução está ligada à queda do emprego sem carteira no setor privado e ao aumento do registro formal de trabalhadores por conta própria.

Renda média

No trimestre até janeiro, o rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 3.652, com alta de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, o maior valor real já registrado na série.

A massa de rendimento real chegou a R$ 370,3 bilhões, um aumento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.

Tire suas dúvidas sobre desemprego

O que é desemprego?
Segundo o IBGE, desemprego é quando pessoas de 14 anos ou mais não têm trabalho, mas estão disponíveis e procurando emprego. Não ter trabalho não basta para ser desempregado, é necessário estar buscando uma vaga.

Como funciona a Pnad Contínua?
É a principal pesquisa usada para acompanhar o mercado de trabalho no país. A amostra inclui 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal, visitados a cada trimestre. Cerca de 2.000 entrevistadores realizam a coleta dos dados.

Como é calculada a taxa de desemprego?
É o percentual da força de trabalho que está desempregada. A força de trabalho inclui tanto as pessoas que trabalham quanto as que estão desempregadas e procurando emprego.

O que explica o desemprego baixo?
Economistas apontam que a taxa baixa se deve a um mercado de trabalho aquecido, por causa das contratações nos setores público e privado, além de mudanças demográficas e tecnológicas.

Isso é uma boa notícia?
Sim, pois representa um cenário positivo para os trabalhadores.

Como o desemprego baixo afeta a economia?
Mais pessoas trabalhando significa maior consumo, já que a população tem mais renda disponível. Porém, isso pode pressionar a inflação porque aumenta a demanda por bens e serviços. Por isso, o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 15% ao ano, para tentar controlar o consumo e conter a alta dos preços.




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