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sexta-feira, 27/03/2026

Desemprego aumenta para 5,8% no último trimestre, diz IBGE

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Em Brasília

EDUARDO CUCOLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre que terminou em fevereiro de 2026, comparado a 5,2% no trimestre anterior que terminou em novembro. Estes números representam os índices mais baixos já registrados na série histórica disponível.

Esses dados são da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada na sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A pesquisa abrange tanto empregos formais quanto informais.

O mercado financeiro estimava uma taxa de desemprego de 5,7%, conforme a mediana das projeções da agência Bloomberg.

Até agora, a menor taxa de desemprego da série era 5,1%, registrada no trimestre até dezembro de 2025. O IBGE recomenda cautela ao comparar trimestres consecutivos que compartilham meses.

“A taxa de desemprego aumentou novamente, influenciada pela perda de vagas nos setores de saúde, educação e construção, comum no início do ano”, informou o instituto.

Entre janeiro e fevereiro, havia 6,2 milhões de pessoas com 14 anos ou mais procurando emprego, 600 mil a mais que no trimestre encerrado em janeiro.

Na história da Pnad, iniciada em 2012, o maior número de desempregados foi registrado no trimestre até março de 2021, em meio à pandemia de Covid-19, chegando a quase 15 milhões.

A taxa de subutilização da força de trabalho também piorou, passando de 13,5% no trimestre até novembro de 2025 para 14,1% no trimestre até fevereiro de 2026. Essa taxa inclui pessoas procurando trabalho, trabalhando menos horas do que gostariam ou que não procuram emprego, mas estão disponíveis para trabalhar.

POPULAÇÃO OCUPADA

O número de pessoas ocupadas chegou a 102,1 milhões, com uma queda de 0,8% (menos 874 mil pessoas) no último trimestre, mas um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior.

A taxa de informalidade caiu para 37,5%, contra 37,7% no trimestre anterior e 38,1% um ano antes.

RENDA MÉDIA

O rendimento médio do trabalho no trimestre até fevereiro foi de R$ 3.679 por mês, um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e 5,2% em comparação ao ano passado. Este é o maior valor registrado em termos reais, corrigidos pela inflação.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE DESEMPREGO

O que é desemprego?

De acordo com o IBGE, desempregados são pessoas com 14 anos ou mais que não têm emprego, mas estão disponíveis e tentando encontrar trabalho.

Para ser considerado desempregado, não basta estar sem trabalho, é necessário estar procurando oportunidades ativamente.

Como funciona a Pnad Contínua?

Este é o principal levantamento para acompanhar o mercado de trabalho no Brasil. A pesquisa abrange uma amostra de 211 mil domicílios em todo o país, visitados a cada trimestre por cerca de 2.000 entrevistadores.

Como é medida a taxa de desemprego?

Ela representa a porcentagem da força de trabalho composta por pessoas desempregadas, ou seja, aquelas sem trabalho que procuram emprego.

A força de trabalho inclui tanto os desempregados quanto os ocupados, que trabalham formalmente ou informalmente, com ou sem carteira assinada.

Por que o desemprego está baixo?

Especialistas indicam que o índice baixo se deve a um mercado de trabalho ativo, resultado de contratações nos setores público e privado, além de influências demográficas e tecnológicas.

Isso é uma boa notícia?

Sim, o baixo desemprego significa um cenário positivo para os trabalhadores.

Qual o impacto do desemprego baixo na economia?

Com mais pessoas trabalhando, cresce o consumo, pois a população tem mais renda. Porém, isso pode pressionar a inflação devido ao aumento da demanda por produtos e serviços.

Por isso, o Banco Central ajustou a taxa básica de juros para 15% ao ano para conter o consumo e controlar a inflação.

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