O descarte seguro dos remédios é muito importante para evitar problemas à saúde das pessoas e para proteger o meio ambiente. Jogar remédios no lixo comum ou na rede de esgoto pode contaminar o solo e a água, alerta o farmacêutico Marcelo Martins, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Vila Planalto.
Marcelo Martins explica que remédios vencidos não devem ser usados, porque já não têm a eficácia segura garantida pelos laboratórios. Ele também destaca que seringas devem ser descartadas sem as agulhas para diminuir os riscos para quem manuseia esse material.
No Distrito Federal, unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF), além de farmácias e drogarias, recolhem remédios vencidos ou que as pessoas não usam mais para fazer o descarte correto. Muitos desses locais têm coletores específicos para esse tipo de material, parecidos com os coletores usados para pilhas e baterias.
A enfermeira Daniela Matias, responsável pela UBS 3, conta que a população está aderindo bem a essa prática. Os coletores recebem tanto os remédios quanto as embalagens. Quinzenalmente, os remédios são separados para descarte químico, e as embalagens seguem para a coleta seletiva.
A Vigilância Sanitária da SES-DF acompanha e fiscaliza como estão sendo feitas essas práticas de descarte de resíduos químicos, infectantes e materiais cortantes. A diretora Márcia Olivé explica que as unidades de saúde orientam sobre como separar, guardar, transportar e descartar corretamente os resíduos. Elas também indicam empresas autorizadas para fazer a coleta.

