Segundo um relatório da seguradora Munich Re divulgado na terça-feira, 13, as catástrofes naturais causaram danos de cerca de US$ 224 bilhões em todo o mundo em 2025. Deste total, aproximadamente US$ 108 bilhões foram cobertos por seguros.
Embora esses valores sejam inferiores aos de 2024, que registrou perdas totais de US$ 368 bilhões, com US$ 147 bilhões segurados, o quadro continua preocupante diante das mudanças climáticas.
Em 2025, cerca de 17,2 mil pessoas perderam a vida devido a desastres naturais, número maior que as 11 mil mortes de 2024, mas ainda abaixo da média anual dos últimos 10 anos, que é de 17,8 mil, e muito inferior à média dos últimos 30 anos, de 41,9 mil.
Enchentes, tempestades fortes e incêndios florestais foram responsáveis por danos de US$ 166 bilhões, dos quais US$ 98 bilhões foram segurados. O incêndio florestal em Los Angeles, ocorrido em janeiro, foi o evento mais custoso do ano, causando perdas de cerca de US$ 53 bilhões, entre os quais US$ 40 bilhões garantidos por seguros.
Também ocorrido em 2025, um terremoto de magnitude 7,7 no Myanmar registrou perdas estimadas em US$ 12 bilhões, porém com cobertura de seguro muito limitada.
De acordo com Tobias Grimm, climatologista-chefe da Munich Re, “um planeta mais quente aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos. Considerando que 2025 foi mais um ano marcado por altas temperaturas, os últimos doze anos estão entre os mais quentes já registrados. Os sinais de alerta continuam, e as mudanças climáticas podem se intensificar ainda mais sob as condições atuais.”
Os dados foram coletados pela base NatCatSERVICE, da Munich Re, que reúne informações de órgãos governamentais, institutos científicos, associações do setor de seguros e fontes públicas para analisar os impactos financeiros das catástrofes naturais.
Estadão Conteúdo.
