Desastres climáticos marcantes em 2025
Incêndios, enchentes, terremotos e tornados. Desde o começo do século XXI, eventos climáticos extremos agravados pelas mudanças no clima e o aquecimento global têm provocado, conforme alertam a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), tragédias e danos irreparáveis. O ano de 2025 seguiu essa mesma tendência.
Ao longo dos meses, inúmeros episódios severos aconteceram em várias partes do mundo, resultando em mortes, danos materiais e a destruição de comunidades inteiras.
Incêndios em Los Angeles
Os incêndios que começaram em 7 de janeiro na área de Palisades, em Los Angeles, expandiram rapidamente por regiões urbanas e rurais durante o mês. Uma combinação de seca intensa, baixa umidade do ar e ventos de Santa Ana com velocidades acima de 130 km/h facilitaram a propagação do fogo.
Por quase um mês, incêndios simultâneos devastaram mais de 9,3 mil hectares, resultando em 30 mortes e a evacuação de mais de 200 mil pessoas na área metropolitana. Os prejuízos materiais foram enormes, com mais de 18 mil edificações destruídas ou danificadas. As perdas foram estimadas em mais de US$ 150 bilhões (R$ 814 bilhões), configurando um dos piores incêndios da história da Califórnia.
Inundações no Texas
Na madrugada do feriado de 4 de julho, chuvas intensas fizeram o Rio Guadalupe transbordar na região centro-sul do Texas, surpreendendo moradores. As cheias causaram pelo menos 135 mortes, incluindo mais de 36 crianças. Entre as vítimas estavam 27 pessoas no acampamento de verão Camp Mystic, vítimas da inundação súbita.
Autoridades qualificaram o desastre como uma das maiores tragédias locais já registradas. A destruição afetou estradas, residências e áreas rurais, gerando esforços intensos de resgate por vários dias.
Terremoto na Rússia
Em 29 de julho, um tremor de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia. O epicentro localizou-se a cerca de 100 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, sendo o mais forte do local desde 1952.
O sismo, resultado da movimentação entre as placas Norte-Americana e Pacífico na Fossa das Curilas-Kamchatka, despertou alertas de tsunami em países do Pacífico, como Japão, Estados Unidos, México e Chile. Apesar disso, os danos foram considerados moderados. Feridos foram registrados principalmente no Krai de Kamchatka e no Oblast de Sacalina.
Incêndios no sul da Europa
Durante agosto, diversos países do sul europeu enfrentaram incêndios florestais severos, impulsionados por seca prolongada e ondas de calor superiores a 40 °C. Espanha e Portugal foram os mais atingidos.
Na Espanha, quatro pessoas morreram e mais de 3,8 mil km² foram consumidos pelo fogo, especialmente na Galícia. Portugal registrou duas mortes e perdas em mais de 2,3 mil km², necessitando apoio internacional.
O total de áreas queimadas na União Europeia ultrapassou 8,9 mil km², cifra quatro vezes maior do que a de 2024. Cientistas indicam que a combinação de vegetação excessiva após uma primavera chuvosa e o verão extremamente seco agravou o quadro.
Tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR)
Em 7 de novembro, ventos de até 330 km/h causaram um tornado forte em Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, afetando cerca de 1,5 mil residências e mais de 11 mil pessoas. Mais de mil ficaram desabrigadas ou desalojadas.
Seis pessoas faleceram na cidade, e uma vítima adicional foi registrada em Guarapuava. Outro tornado foi confirmado em Turvo, todos ocorrendo em sequência, de acordo com o Simepar. No total, 835 pessoas foram feridas no estado.
O governo estadual anunciou medidas emergenciais, destinando R$ 50 milhões para reconstrução, fornecimento de casas temporárias, auxílio financeiro a famílias e produtores rurais, além de isenção temporária de contas de água e luz.
Tempestades no Sudeste Asiático
Desde dezembro, uma série de tempestades tropicais e chuvas de monção afetaram países como Indonésia, Sri Lanka, Malásia, Tailândia e Vietnã, provocando inundações e deslizamentos que deixaram pelo menos 1.770 mortos na região.
A Indonésia foi a mais afetada, com mais de 900 mortes na ilha de Sumatra, onde três províncias enfrentaram transbordamentos de rios e grandes danos à infraestrutura. Centenas seguem desaparecidas, e as autoridades alertam sobre possível aumento no número de vítimas.
Além das chuvas intensas, o desmatamento ilegal agravou o desastre. Operações de empresas suspeitas de exploração ilegal de madeira e minérios foram suspensas. O governo central enfrenta pressão para declarar estado de emergência nacional.

