Já se passaram dezoito dias desde o sumiço de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, e o caso ainda não tem respostas no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Mesmo com uma força-tarefa de mais de 500 pessoas e buscas em mais de 3.200 km², nenhuma pista dos irmãos foi encontrada até agora.
As buscas continuam na mata fechada e no Rio Mearim, que passa pela região onde as crianças foram vistas pela última vez. Equipes dos Bombeiros, policiais, militares de vários estados, mergulhadores especializados e apoio da Marinha estão trabalhando na terra, água e ar, usando drones, barcos e sonar.
Enquanto as buscas prosseguem, as investigações tentam esclarecer cinco dúvidas principais que mantêm o caso em mistério. A primeira e mais simples questão é: onde estão Ágatha e Allan? Quase três semanas depois, não se sabe se eles ainda estão na mata, no rio ou se saíram da área onde estavam sendo procurados.
Outro ponto importante para a polícia é o local exato onde o primo, Anderson Kauan, de 8 anos, se separou dos irmãos. Anderson desapareceu junto com eles e foi encontrado vivo três dias depois. Ele disse que se separaram no terceiro dia e que foi sozinho pela mata, mas sua memória falha dificulta saber onde isso aconteceu, um dado essencial para ajustar as buscas.
Os investigadores também querem entender o que houve depois da última noite que as crianças passaram na “casa caída”, uma cabana abandonada onde, segundo as investigações, ficaram por pelo menos dois dias. Não está claro qual caminho Ágatha e Allan tomaram depois disso, se continuaram juntos ou buscaram outro local.
Uma outra dúvida é se a área investigada e vasculhada realmente corresponde ao lugar onde as crianças podem estar. Sem ter certeza do local de separação e do caminho seguido após a última noite, as buscas podem não estar na direção certa.
Por fim, a equipe está intrigada com a falta total de pistas. Mesmo com a grande operação — com buscas na terra, água e ar — não acharam pertences pessoais, roupas, pegadas ou qualquer sinal recente das crianças, o que levanta perguntas sobre o que pode ter acontecido desde o sumiço.
A Polícia Civil do Maranhão mantém o inquérito aberto para seguir investigando o caso. A Secretaria de Segurança Pública informou que todas as hipóteses ainda são consideradas e nenhuma foi descartada oficialmente.
