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quinta-feira, 22/01/2026

Desabamento no terceiro andar de prédio em Taguatinga

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Em Brasília

Um prédio com térreo e três andares residenciais foi isolado pela Defesa Civil após a queda de parte da marquise frontal. O desabamento aconteceu na última quarta-feira em Taguatinga, na CNC 2, lote 13, e felizmente não houve vítimas. Foi identificado risco para moradores e pedestres por causa do possível desprendimento de partes da sacada. Também foi constatada uma falha grave na estrutura. A Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF), via Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), está agora acompanhando as obras de contenção e a regularização dos documentos do imóvel.

O prédio, que é usado para comércio e moradia, passou por uma vistoria técnica por volta das 21h após a chegada do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Foram encontradas infiltrações e a queda parcial da marquise frontal, que estava apoiada sobre a laje e a sacada do terceiro andar, criando um risco.

A análise técnica indicou problemas estruturais que podem piorar, incluindo o perigo de queda da platibanda e da sacada do terceiro andar. Se isso ocorrer, como apontado na vistoria, pode causar a queda de partes da construção sobre pedestres, moradores e veículos. O prédio fica perto do Hospital Anchieta e abriga uma clínica de fisioterapia; dois apartamentos residenciais têm moradores.

A Defesa Civil isolou o local logo após o ocorrido. Também foram instaladas bandejas para conter materiais e retiradas partes da platibanda e da marquise que representavam risco, para evitar quedas.

A Subsecretaria aguarda um laudo técnico com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para garantir a segurança da estrutura, identificar as causas dos problemas e sugerir soluções para reduzir os riscos. “A Secretaria de Segurança Pública continua acompanhando o caso, priorizando a preservação da vida e a prevenção de acidentes”, afirmou em nota.

Demolição e previsão de retorno

Rafael Schroder, engenheiro civil e de segurança do trabalho, acompanha o prédio afetado. Ele disse que estão demolindo as áreas de risco. “Temos uma estrutura que já colapsou e outras duas que precisam ser retiradas.”

Nos próximos 10 a 15 dias, o foco será restaurar a edificação para que moradores e comerciantes possam retomar suas rotinas normalmente. Ele explicou que o problema veio das infiltrações.

Rafael explicou que a laje sofre infiltração contínua, o que, com o tempo, causa corrosão da armadura de aço e, por fim, o colapso. Os moradores só poderão entrar para pegar pertences depois que as partes em risco forem removidas.

Relato de livramento

Rosilene Rodrigues da Silva, 55 anos, dona de casa que mora no terceiro andar, onde ocorreu o desabamento, acredita ter tido um livramento. Ela tinha saído para comprar açaí no momento da queda. “Estamos bem, graças a Deus não aconteceu nada. Se eu estivesse lá, teria sido na hora da queda”, disse. Ao voltar, encontrou bombeiros e ambulâncias e desesperou-se até falar com a filha, que conseguiu sair em segurança.

A Defesa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Social ofereceram abrigo, mas ela e a filha preferiram ficar na casa de outra filha. Embora tenham onde dormir, querem autorização para pegar remédios e roupas. “Não temos onde morar, mas temos onde dormir. A casa da minha outra filha é pequena e já tem crianças, então estamos sem abrigo definitivo”, lamentou.

Rosilene acha que o livramento foi geral porque o local é movimentado, especialmente à noite. “Muita gente passa por aqui e não havia ninguém nem carro estacionado no momento”, destacou. Morando há sete meses, ela já enfrentou problemas estruturais antes, como infiltração que estragou uma cama nova no final de 2025.

Sem saber o que o futuro reserva, ela tenta manter a calma e se organizar com as filhas. “Minha cabeça está a mil, mas Deus está na frente de tudo. Agora é aguardar o laudo e o que vai acontecer, na esperança de que consigamos um lugar para recomeçar”, concluiu.

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