A Comissão Especial de Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração realizou um debate na Câmara dos Deputados sobre a implementação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, após sua regulamentação pelo Ministério da Saúde. O foco do debate foi a necessidade urgente de transformar a lei em ações práticas que assegurem diagnóstico precoce e tratamento oportuno.
O deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), que solicitou o debate, comemorou a aprovação da política, mas destacou o grande desafio em transformar a lei em realidade. Ele ressaltou que o câncer de mama é responsável por cerca de 50 mortes diárias no Brasil, muitas evitáveis com acesso adequado à prevenção.
Importância do Inca
Peter Tavares, vice-presidente da Associação de Funcionários do Inca, destacou o papel fundamental da instituição como centro de referência em pesquisa, ensino e tratamento oncológico, e enfatizou a necessidade de concursos públicos que não ocorrem há quase 10 anos.
A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Viviane Rezende de Oliveira, afirmou que o Inca representa uma tradição e escola na formação de especialistas, ressaltando a importância de preservar essa instituição e seus profissionais.
Desafios do SUS e inovações
Clarissa Baldoto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, comentou sobre o grande desafio financeiro para incorporar novos medicamentos no SUS, explicando que desenvolveram um índice para priorizar os fármacos com maior impacto imediato.
Combate à desinformação
Weliton Prado alertou para a gravidade da desinformação, especialmente sobre métodos de diagnóstico que não possuem comprovação científica, como a termografia, que pode levar a enganos e afastar as mulheres dos exames corretos, como a mamografia.
O deputado ainda se comprometeu a organizar uma audiência para discutir a carência de profissionais no Inca e buscar a criação de um fundo nacional, garantindo que o câncer seja tratado como uma prioridade emergencial no orçamento federal.

