Deputados argentinos exigem esclarecimentos do governo de Javier Milei após a suspeita de auxílio na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil depois de perder as eleições presidenciais para Lula (PT) e ter seus passaportes cancelados pela Justiça.
Pablo Adrián Juliano, deputado nacional por Buenos Aires, pediu a interpelação do ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, para que ele compareça à Câmara dos Deputados argentina e forneça explicações detalhadas e documentadas sobre como Flávio Bolsonaro entrou na Argentina e saiu do país em um avião privado.
Juliano quer saber se o território argentino foi usado para facilitar a fuga, se o governo argentino teve conhecimento ou colaborou, e se recursos públicos foram utilizados para ajudar o senador brasileiro.
Esteban Paulón, deputado nacional por Santa Fé, afirmou que Milei é cúmplice do foragido e prejudicou as relações entre Argentina e Brasil.
Ele criticou os ataques de Milei a Lula e a Alexandre de Moraes, dizendo que essas ações comprometem as relações bilaterais.
A deputada nacional Marcela Pagano, também da oposição a Milei, denunciou que fez uma queixa penal na Justiça Federal de Puerto Iguazú para preservar imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, além de planos de voo e lista de passageiros, para apurar a entrada ilegal do senador na Argentina.
Pagano ressaltou que a fronteira argentina não pode ser usada como corredor VIP e que a soberania do país não pode ser negociada ou cedida.
O órgão responsável pela migração na Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda Bolsonaro e suas duas filhas entraram no país pela província de Misiones na noite de terça-feira (27/10). Pouco tempo depois, embarcaram em um voo privado para o Equador. De lá, seguiram para Miami, nos Estados Unidos, onde chegaram na manhã de quarta-feira (28/10).


