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sábado, 29/11/2025

Deputada petista rejeita proposta de Israel e permanece detida

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) recusou-se a assinar documentos para uma deportação rápida e permanece detida pelas forças israelenses na prisão de Ketziot, localizada no deserto de Negev, conforme informado pela assessoria da parlamentar neste sábado (4).

Luizianne Lins, que estava na flotilha a caminho de Gaza, considerou os papéis abusivos. “Devido ao seu histórico na defesa dos direitos humanos, percebeu que tinha uma responsabilidade maior que sua própria situação, mostrando solidariedade e apoio aos outros integrantes da delegação brasileira que também não assinaram o documento”, diz o comunicado oficial.

Hoje estão ocorrendo audiências judiciais para analisar as detenções, informou a assessoria da deputada. “Pedimos que o governo de Israel liberte imediatamente os cidadãos brasileiros detidos ilegalmente”, afirmou o texto.

Preocupa os relatos que chegaram aos representantes legais, indicando que alguns detidos podem estar sendo privados de água, alimentos e remédios, o que fere normas internacionais de direitos humanos e regras humanitárias de proteção a missões civis e de ajuda humanitária.

Oito brasileiros recusaram-se a assinar os documentos, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Entre eles estão o ativista Thiago Ávila, a vereadora de Campinas pelo PSOL Mariana Conti, a deputada federal pelo PT Luizianne Lins e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti.

GREVE DE FOME

Quatro brasileiros detidos por Israel, que estavam na flotilha rumo a Gaza, começaram uma greve de fome. As autoridades do governo de Benjamin Netanyahu também efetuaram a primeira deportação de um membro da delegação brasileira.

Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles estão participando da greve de fome. No total, 14 brasileiros participavam da missão que levava ajuda humanitária aos palestinos.

O brasileiro deportado foi Nicolas Calabrese, professor de Educação Física e militante do PSOL. Cidadão argentino e com dupla nacionalidade italiana, reside no Brasil há mais de dez anos. Ele foi enviado para a Turquia, e o consulado italiano em Israel pagou sua passagem.

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