Giulia Falcão, uma dentista de 27 anos, relatou em entrevista que sofreu agressões graves do empresário Ivo Kos, de 48 anos, sócio-fundador da Virgo, na noite de 14 de agosto. Ela disse ter pensado que morreria durante o ataque.
O incidente começou quando Giulia e o marido saíram para jantar com amigos. Segundo ela, Ivo agiu de forma agressiva ainda na mesa e exigiu que ela falasse mais baixo. No caminho de volta para casa, enquanto dirigia, ele desferiu socos no rosto e no corpo dela.
Além das agressões físicas, o empresário teria usado um taser, aparelho de choque, contra Giulia. Assustada, ela conseguiu sair do carro e pediu ajuda na rua, mas dois seguranças que estavam presentes não intervieram. Eles estão sendo investigados pela polícia.
Ivo teria ordenado que um dos seguranças colocasse Giulia de volta dentro da residência, ameaçando terminar com ela. Dentro de casa, ele a perseguiu com um taco de beisebol, fazendo com que a dentista se protegesse como pôde. Aproveitando um momento em que ele atendeu o telefone, Giulia escapou para o banheiro e depois fugiu para a casa de uma vizinha, onde a polícia foi chamada.
Ela afirmou que as agressões eram recorrentes e começavam com tapas no rosto, crescendo em intensidade. Durante o relacionamento, o empresário costumava dizer aos pais que era ele quem sofria agressões. Além disso, impedia que a dentista trabalhasse e a ofendia verbalmente.
Após o ocorrido, a defesa de Giulia planeja solicitar que a acusação contra Ivo Kos seja alterada para tentativa de feminicídio.
O empresário também enfrenta investigação por agredir um homem dentro de uma sinagoga em São Paulo, incluindo ameaças à família da vítima.
Posição da defesa de Ivo Kos
Em 21 de agosto, o advogado Davi Genebra pediu para se afastar da defesa do empresário. Até então, os advogados haviam optado por não comentar o caso publicamente.
Davi Gebara, que assumiu a defesa, lamentou a exposição de pessoas sem relação com os fatos e afirmou confiança nas instituições e na justiça.
