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Mundo

Democratas vencem maioria no Senado dos EUA

Arte/Metrópoles

Os Estados Unidos iniciaram a contagem de votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. As primeiras urnas foram fechadas às 20h, no horário de Brasília. Até o momento, os democratas lideram a disputa tanto no Senado quanto na Câmara.

No Senado, as projeções indicam que os democratas ocuparão 51 cadeiras, contra 40 dos republicanos, assegurando a maioria. Na Câmara, que será totalmente renovada, os democratas têm vantagem de 174 a 105 cadeiras.

Nos governos estaduais, até agora, são 22 democratas e 14 republicanos eleitos. A apuração começou na noite de terça-feira (3/11), mas o resultado final pode levar vários dias para ser confirmado.

As eleições acontecem em um momento difícil para o presidente republicano Donald Trump, que enfrenta queda na aprovação devido a conflitos internacionais e aumento do custo de vida. Essa eleição é vista como um termômetro para o governo atual e inclui a disputa de 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes.

Os democratas lutam para retomar o controle das duas casas do Congresso e precisam conquistar quatro cadeiras no Senado para alcançar a maioria e ao menos 218 assentos na Câmara.

As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos e avaliam a aceitação do governo em exercício. Diferente das eleições presidenciais, não há candidatos à presidência na votação, mas os resultados refletem o sentimento do eleitorado sobre os rumos do país.

Atualmente, os republicanos têm maioria na Câmara com 218 assentos, enquanto os democratas possuem 214. No Senado, os republicanos ocupam 53 das 100 cadeiras, contra 47 democratas e independentes aliados. Para retomar a maioria, os democratas precisam alcançar 51 cadeiras no Senado.

O Congresso é responsável por aprovar leis federais e fiscalizar o Poder Executivo. Uma mudança na maioria pode dificultar a aprovação de projetos importantes para o governo e alterar o equilíbrio político em Washington.

Na véspera da votação, Donald Trump intensificou seu apelo aos eleitores para manter a maioria republicana, classificando a eleição como a mais importante de sua vida e criticando os democratas. Ele acusou o partido adversário de defender políticas que, segundo sua visão, prejudicariam o país.

Apesar do discurso de otimismo de Trump sobre a economia americana, muitos eleitores expressam insatisfação com o aumento do custo de vida. Estratégias da campanha e preocupações com a economia foram pontos centrais nas discussões eleitorais.

Uma vitória dos democratas em qualquer das casas representaria uma mudança significativa na relação entre o Legislativo e o Executivo. Com a Câmara controlada pela oposição, a fiscalização do governo seria intensificada, incluindo investigações e possíveis processos contra o presidente.

No Senado, a oposição poderia dificultar a confirmação de indicações presidenciais para cargos importantes, incluindo tribunais federais e embaixadas.

Embora Donald Trump possa usar ordens executivas para avançar parte de sua agenda, ele enfrentaria resistência maior para aprovar leis. O resultado das eleições também será importante para as articulações políticas rumo à eleição presidencial de 2028.

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