As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos estão avançadas na apuração dos votos, indicando que o Partido Democrata conquistou a maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes. Esse resultado é visto como uma derrota histórica para o ex-presidente Donald Trump.
Em entrevista à Fox News, Trump reconheceu a vitória dos democratas e parabenizou seus adversários, embora tenha tentado desvincular-se da responsabilidade pela derrota, atribuindo a culpa aos membros do seu próprio partido.
Nas eleições de 2026, estavam em disputa 35 assentos no Senado, 435 na Câmara e 36 cargos de governador. Até o momento, os democratas ocupam 54 cadeiras no Senado e 225 na Câmara, enquanto os republicanos detêm 44 e 138, respectivamente.
A apuração dos votos ainda está em andamento e pode levar dias até a definição final, como ocorreu nas eleições anteriores de meio de mandato. A votação começou a ser contabilizada na terça-feira à noite, cobrindo estados em diferentes horários até a madrugada de quarta-feira.
Essa eleição acontece em um momento em que a administração republicana enfrentava desgaste, especialmente por conta da guerra prolongada contra o Irã e do aumento do custo de vida nos Estados Unidos.
As eleições de meio de mandato são uma oportunidade para os eleitores avaliarem o desempenho do governo atual, renovando uma parte importante do Congresso. A vitória dos democratas representam uma mudança significativa no equilíbrio de poder, podendo dificultar a aprovação de projetos do Executivo e aumentar a fiscalização sobre o governo.
Na véspera da votação, Donald Trump fez um discurso para mobilizar eleitores republicanos, classificando a eleição como a mais importante de sua vida e criticando duramente os democratas, a quem acusou de defender políticas extremistas. Ele também destacou aspectos positivos da sua gestão econômica e pediu que seus apoiadores se engajassem como se ele próprio estivesse concorrendo.
Com a derrota, o ex-presidente poderá enfrentar um Congresso controlado pela oposição, que tem ferramentas para investigar seu governo, dificultar nomeações e até promover processos políticos, incluindo um possível impeachment, caso haja apoio suficiente no Senado.
Essa mudança no Congresso afetará não apenas os próximos anos da administração atual, mas também as preparações para a eleição presidencial de 2028, na qual Trump não poderá concorrer devido ao limite de dois mandatos.
