Na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o Partido Democrata mostra crescimento em estados importantes como Michigan, Texas, Kansas, Maine e Ohio. No Alasca, os democratas têm vantagem, e em Iowa, eles estão empatados com os republicanos, segundo pesquisa feita pelo jornal New York Times em parceria com a Universidade de Siena.
Essa pesquisa aponta que os democratas lideram em quase todos os sete estados analisados, o que pode representar uma derrota para o presidente Donald Trump e o partido republicano nas eleições marcadas para esta terça-feira.
O avanço dos democratas é significativo em lugares tradicionalmente dominados pelos republicanos. Para conquistar a maioria no Senado, a oposição precisa manter suas cadeiras atuais e ganhar pelo menos quatro assentos que hoje pertencem aos republicanos.
Os democratas lideram em cinco estados onde os senadores eram republicanos: Kansas, Maine, Ohio, Texas e Alasca, além de um empate técnico em Iowa.
No Texas, onde o partido não elege um senador desde 1988, o legislador estadual democrata James Talarico lidera com 50% das intenções de voto, enquanto o procurador-geral republicano Ken Paxton tem 43%.
No Kansas e em Maine, o cenário é parecido, com os democratas à frente. Em Michigan, a vantagem dos democratas chega a dois dígitos.
O principal motivo para essa mudança é a insatisfação com o governo do presidente Donald Trump e com a situação econômica. A aprovação do desempenho de Trump caiu para 38% entre os eleitores prováveis desses estados.
A economia e o custo de vida são as maiores preocupações deste ciclo eleitoral. Os democratas ganharam a confiança das pessoas nessa área, liderando em todos os estados pesquisados nesse quesito.
Além disso, os candidatos democratas têm mais apoio entre eleitores independentes, jovens e latinos, grupos onde o Partido Republicano tem menos votos. A base tradicional de eleitores brancos da classe trabalhadora mostra sinais de desgaste para os republicanos.
Mesmo em áreas que apoiam muito Trump, o entusiasmo diminuiu. Em Ohio, o apoio forte ao presidente caiu de 63% em junho para 51%.
Entretanto, os democratas mantêm cautela, pois pesquisas nem sempre refletem o resultado das urnas. Há eleitores que ainda não decidiram e eles tendem a favorecer os republicanos. Essa incerteza pode ser crucial em estados com disputas muito acirradas, como Iowa.
Se os resultados previstos se confirmarem, os democratas podem não só ganhar a maioria no Senado, mas também mudar o mapa político dos Estados Unidos. Resta saber se o descontentamento com a economia e com o presidente se traduzirá em votos no dia da eleição.

