José Luiz Tonini, delegado da Polícia Civil no Acre, foi condenado a 2 anos, 1 mês e 12 dias de prisão por perseguir sua ex-namorada. A decisão foi tomada pela Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia.
Além da prisão, Tonini foi condenado a pagar uma multa e indenizar a vítima com R$ 20 mil. A sentença considerou que ele cometeu o crime de perseguição qualificada, com agravantes por violência doméstica e abuso de autoridade, conforme a Lei Maria da Penha.
O delegado foi absolvido da acusação de violência psicológica, pois o crime mais grave da perseguição já cobria essa conduta.
Tonini declarou ser inocente, alegando provas que favorecem sua defesa.
A Polícia Civil do Acre informou que a condenação veio após investigação da corregedoria. Tonini está afastado de suas funções em Rio Branco por decisão médica.
O caso revelou que a vítima sofreu danos psicológicos sérios, incluindo transtorno de estresse pós-traumático, uso de remédios para ansiedade, afastamento do trabalho, mudança de casa e rotina alterada.
O Ministério Público do Acre apoiou a vítima durante o processo, oferecendo acompanhamento e orientação por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), um serviço dedicado a ajudar pessoas que passam por situações de violência.
