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quarta-feira, 11/03/2026




Delegado apoia candidato com nanismo eliminado no TAF

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Ao falar sobre o caso do Matheus Matos, de 25 anos, candidato com nanismo que não foi aprovado no Teste de Aptidão Física (TAF) para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Marcos Sepúlveda, manifestou seu apoio para que Matheus continue na disputa pelo cargo.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Sepúlveda criticou aqueles que questionam a capacidade de Matheus para exercer a função.

Advogado com nanismo denuncia preconceito

A opinião do delegado contrasta com a do influenciador e professor de direito penal Evandro Guedes, que defendeu a Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora do concurso da PCMG. Em publicações online, Guedes disse que as críticas à banca são baseadas em falta de conhecimento técnico.

Matheus, natural de Goiás e formado em Direito, relatou ter enfrentado discriminação durante o TAF, pois apesar de concorrer às vagas para pessoas com deficiência (PCD), foi obrigado a cumprir as mesmas exigências físicas dos demais candidatos, sem adaptações. Uma das provas incluía o salto mínimo de 1,65 metro na impulsão horizontal, que Matheus não atingiu.

Evandro Guedes argumentou que as críticas são infundadas, afirmando que candidatos com deficiência devem apresentar compatibilidade com as responsabilidades do cargo. Ele questionou a possibilidade de uma pessoa com nanismo, no papel de delegado de polícia, ser capaz de realizar tarefas como subir morros armado.

Além disso, criticou quem pede flexibilização das provas, argumentando que a segurança pública exige certas condições físicas para a função de delegado.

Após as manifestações, a defesa de Matheus Matos informou que os comentários ofensivos e ataques pessoais ultrapassaram os limites do respeito e da legalidade, configurando crimes contra a honra e possíveis atos discriminatórios.

O Instituto Nacional de Nanismo (INN) também se posicionou, ressaltando que os concursos públicos devem promover inclusão e acesso democrático, conforme estabelecido pela Constituição Federal, pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Segundo o INN, a administração pública tem o dever de realizar ajustes razoáveis e remover barreiras para garantir a participação de pessoas com deficiência nos concursos.

Matheus afirmou não ter sido o único candidato com deficiência eliminado na mesma etapa e garantiu que não desistirá do objetivo de se tornar delegado.

“Não é o meu tamanho que vai definir meu sonho. Lutei por muitos anos para chegar até aqui e continuo acreditando que posso ser delegado”, declarou.




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