Dr. Jairinho, cujo nome verdadeiro é Jairo Souza Santos Júnior, teve seu julgamento adiado após a sua defesa pedir o adiamento no 2º Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, alegando falta de acesso a todas as provas. Quando o pedido foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados decidiram abandonar a sessão, que foi remarcada para o dia 25 de maio.
A juíza também ordenou a libertação de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, devido ao excesso de prazo. A defesa de Monique se opôs ao adiamento do julgamento.
O processo envolve Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, que são acusados pela morte do menino Henry, de 4 anos, que ocorreu na madrugada de 8 de março de 2021. Enquanto Jairinho é acusado de homicídio qualificado, Monique responde por homicídio por não ter prestado socorro.
Henry faleceu no apartamento onde morava com sua mãe e padrasto, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Inicialmente, os acusados disseram que foi um acidente doméstico, mas o laudo do Instituto Médico-Legal mostrou 23 ferimentos causados por violência, incluindo um fígado rasgado e uma hemorragia interna.
A investigação da Polícia Civil concluiu que Henry era vítima de tortura constante pelo padrasto, com o conhecimento da mãe. Ambos foram presos em abril de 2021 e formalmente acusados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Um advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, explicou que a defesa abandonou o julgamento porque não recebeu todos os documentos, provas e informações que pediu em agosto de 2025, tendo recebido apenas parte do que foi solicitado.
O pai de Henry, Leniel Borel, comentou sua tristeza após cinco anos de dor, afirmando que a condenação dos acusados é o mínimo que espera, e questionou o que realmente aconteceu naquela noite no apartamento.
Para o advogado que ajuda na acusação, Cristiano Medina da Rocha, as evidências são claras e destacam a responsabilidade de Monique Medeiros por não proteger seu filho.
*Informações da Agência Brasil
