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sexta-feira, 02/01/2026

Defesa de Filipe Martins comenta prisão preventiva

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O advogado Jeffrey Chiquini, que representa o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, detido na sexta-feira (2/1), declarou que seu cliente é um “preso político” e uma vítima do que chama de “regime autoritário”.

Ele foi encaminhado ao presídio de Ponta Grossa (PR), conforme ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“O fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática algo que desejava desde 2019. Filipe Martins é um preso político, mais uma vítima desse regime autoritário instalado no Brasil. Porém, não desistiremos; continuaremos lutando por justiça e liberdade”, afirmou Chiquini.

O advogado acrescentou que a prisão não passa de uma retaliação e uma antecipação do cumprimento da pena decretada, apesar de ainda haver possibilidade de recurso.

“Foi assim com Bolsonaro, com os demais condenados pela acusação de trama golpista, e agora com Filipe Martins. O Brasil percebe que não houve devido processo legal”, explicou Chiquini.

Na terça-feira (30/12), Alexandre de Moraes havia requisitado à defesa de Filipe esclarecimentos sobre o uso da conta no Linkedin, sob risco de decretação da prisão preventiva.

Filipe Martins foi sentenciado a 21 anos de prisão no julgamento do núcleo 2 e estava proibido de utilizar redes sociais. Ele cumpria prisão domiciliar desde 26 de dezembro, após a detenção do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) indicou que Filipe Martins coordenava ações de uma organização criminosa que objetivava manter Bolsonaro no poder.

“Essa prisão não ocorreu por ações dele, mas por causa de sua identidade. Em 2 de janeiro de 2026, Filipe Martins foi preso simplesmente por ser ele, pois a ordem de prisão não tem justificativa válida”, afirmou o advogado.

Chiquini disse que irá se reunir com a equipe de defesa para definir os próximos passos e adiantou a intenção de recorrer ao ministro Alexandre de Moraes.

Medidas cautelares

Além da prisão domiciliar, Filipe Martins deveria obedecer restrições impostas por Alexandre de Moraes, como entrega do passaporte, suspensão do porte de arma, proibição de visitas além dos advogados e de uso das redes sociais.

O ministro recebeu em 29 de dezembro uma denúncia formal dizendo que Filipe Martins teria usado o Linkedin para procurar perfis de outras pessoas. A defesa teve 24 horas para apresentar manifestação sobre o caso.

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