A equipe jurídica de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou à Justiça dos Estados Unidos uma ordem para proteger seus bens pessoais, impedindo ou restringindo significativamente as investigações feitas pelo liquidante da instituição financeira, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas. Os advogados argumentam que não há motivo válido para a decisão que autorizou o liquidante a buscar informações e suspender a venda de bens nos EUA.
As propriedades de Vorcaro no país, incluindo mansões em Miami que pertencem a empresas em paraísos fiscais, estão sob bloqueio e restrições.
Entre os bens bloqueados, estão obras de arte dos artistas Pablo Picasso e Jean-Michel Basquiat. Antes da falência do Banco Master, Vorcaro tentou vender uma pintura de Picasso por 8 milhões de dólares.
A defesa enfatiza que o tribunal deve equilibrar o interesse do liquidante em investigar possíveis irregularidades com o direito à privacidade de Vorcaro.
Segundo a defesa, a EFB não apresentou provas claras que liguem Vorcaro a desvios ou perdas dos bens. Eles afirmam que a autorização da corte era apenas para investigar bens e obrigações relacionados diretamente ao banco, e não para uma investigação ampla dos assuntos pessoais de Vorcaro.
Os advogados também alegam que o liquidante está tentando usar esse processo como uma maneira rápida de conseguir informações para um processo judicial, sem seguir os procedimentos legais corretos.
A defesa descreveu as alegações do liquidante como acusações sem fundamento, baseadas apenas em rumores, com objetivo de obter informações pessoais de Vorcaro de forma ilegal e sem justificativa válida.
Sobre mensagens que indicam a compra das obras de arte, a defesa diz que elas mostram apenas um interesse em arte, sem provar que o dinheiro usado veio do banco.
Conteúdo do Estadão.

