Uma equipe do Ministério da Defesa fez uma visita técnica à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), localizada na Ilha Rei George, entre os dias 2 e 5 de março, para celebrar os 40 anos desde a primeira missão brasileira na Antártica.
O evento ocorreu a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano, enfrentando condições climáticas rigorosas, destacando esta data histórica que garantiu a presença fixa do Brasil no continente gelado, inicialmente com a participação de militares das Forças Armadas e pesquisadores.
Recebida pelo chefe da Estação, Capitão de Fragata Felipe Araújo, a equipe participou da inauguração de uma placa comemorativa. A cerimônia contou com a presença do Contra-Almirante (FN) reformado José Henrique Salvi Elkfury, primeiro militar responsável por uma comissão de inverno na Antártica Brasileira e atual secretário da Comissão de Promoções de Oficiais da Marinha.
Durante a visita, o grupo percorreu áreas técnicas, de convivência e operação da estação, incluindo módulos isolados. Também visitaram a área verde, a praia, o local dos totens com placas em homenagem a militares e pesquisadores, e o esqueleto de baleia chamado ‘Jacques Cousteau’, montado pela equipe do oceanógrafo francês entre as décadas de 1960 e 1970.
A visita foi parte da 44ª Operação Antártica (Operantar 2025/2026), realizada durante o verão antártico, de outubro a março, quando o clima é mais ameno, permitindo atividades logísticas, científicas e a troca dos grupos militares responsáveis pela estação.
A comitiva foi representada pela Secretária-Geral Cinara Wagner Fredo, do Ministério da Defesa. Também participaram o Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, comandante da Marinha; o General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército Brasileiro; Contra-Almirante Robledo de Lemos Costa e Sá, secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar (CIRM), entre outras autoridades civis e militares.
O Programa Antártico Brasileiro (Proantar) é uma ação conjunta de vários ministérios que promove pesquisas científicas importantes sobre a região antártica e seus efeitos no Brasil, como o clima, a circulação dos oceanos e os recursos marinhos. O programa tem quatro focos principais: ciência, preservação ambiental, logística e política externa. A coordenação é feita pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), liderada pela Marinha do Brasil.
A Força Aérea Brasileira dá suporte ao Proantar por meio do transporte e lançamento de suprimentos na EACF. O programa também envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o CNPq, responsável pela seleção dos projetos de pesquisa. A rede de apoio inclui ainda as Estações de Apoio Antártico no Rio de Janeiro e em Rio Grande, a Petrobras, a operadora TIM e outros parceiros institucionais.
