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Economia

Debatedores sugerem regras claras e salário mínimo para telemarketing

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Durante uma sessão pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) na quinta-feira (26), especialistas e representantes do setor discutiram a necessidade de criar regras para a profissão de operador de telemarketing e estabelecer um salário mínimo nacional para melhorar as condições de trabalho desses profissionais.

A reunião, organizada pelo senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto PLS 447/2016, foi conduzida pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), sindicatos e acadêmicos da área de direito do trabalho.

Sindicatos apresentaram uma versão atualizada do projeto de lei que inclui funções adicionais como atendimento por chat, WhatsApp e e-mail, que aumentaram a carga de trabalho sem refletir em salários maiores.

Os debatedores ressaltaram que a profissão enfrenta muitos desafios, como problemas de saúde física e mental causados por jornadas longas, salários variáveis baseados em metas difíceis e ambientes de trabalho difíceis. Pedro Tourinho de Siqueira, da Fundacentro, comentou que há muitos casos de ansiedade, depressão, burnout e dores físicas comuns nesses trabalhadores.

Renata Queiroz Dutra, da Universidade de Brasília, destacou que muitos jovens que estão em seu primeiro emprego trabalham nessa área e enfrentam alta rotatividade, além de riscos de assédio e ambiente hostil.

Os sindicatos defenderam que um salário mínimo ajudaria a melhorar a dignidade dos trabalhadores e protegeria os mais vulneráveis. Também alertaram que o uso crescente de tecnologias, como inteligência artificial, tem aumentado o ritmo de trabalho, tornando-o mais exaustivo em vez de facilitar a vida dos trabalhadores.

O trabalho em casa foi criticado por aumentar o volume de tarefas e causar isolamento e problemas de saúde, além de condições inadequadas para o trabalho. Por outro lado, Luís Carlos Crem, do Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing (Sintelmark), elogiou o home office por eliminar o tempo gasto com deslocamentos, especialmente em grandes cidades.

Luís Carlos Crem também mencionou que o projeto de lei precisa ser atualizado para refletir a realidade atual da área, onde a maioria do trabalho é feita remotamente, com jovens, mulheres, mães, refugiados e pessoas LGBTQIA+ recebendo treinamento e emprego.

Ele afirmou que o setor é um dos maiores empregadores em várias cidades do Nordeste, oferecendo direitos trabalhistas, e que as empresas seguem normas de segurança e ergonomia, com punições para casos de descumprimento.

*Com informações da Agência Senado

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