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domingo, 30/11/2025

Debate sobre anistia para condenados em 8 de janeiro domina a internet

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O tema da possível anistia para os condenados pelos episódios de 8 de janeiro tem tomado conta das redes sociais. Conforme pesquisa da Ativaweb DataLab, em um ano foram registradas 72 milhões de menções sobre a anistia, tanto a favor quanto contra a medida.

Das menções totais, 48,8% apoiavam a #AnistiaJá, enquanto 31,5% protestavam contra, utilizando a hashtag #SemAnistia. Os restantes 19,7% mantiveram uma postura neutra em relação ao assunto.

O debate gerou 72.878.123 menções únicas nas redes sociais. O estado com maior participação foi São Paulo, com 24,3% do total, seguido por Rio de Janeiro, com 13%, e Minas Gerais, com 10,4%.

Polarização digital

Os números refletem a forte divisão política que o Brasil enfrenta nos últimos anos, uma divisão que transbordou para o ambiente digital e que provavelmente permanecerá até as eleições de 2026. Segundo Alek Maracajá, CEO da Ativaweb, desde 2018 o país vivencia uma mudança estrutural na conectividade digital.

Maracajá destaca que a influência na internet é um indicador decisivo da força política, pois quem domina os algoritmos digitais não só controla as mensagens transmitidas, mas também o ritmo das decisões dos eleitores.

“A eleição começa no feed de notícias e depois ganha as ruas. Não se trata apenas de curtidas, é sobre criar o ambiente onde o voto se forma. O celular é a nova urna invisível da democracia. Quem negligencia o meio digital não apenas perde engajamento, mas também o controle da narrativa”, analisa Maracajá.

Perfil dos participantes

Os participantes mais ativos no debate são adultos entre 25 e 34 anos, responsáveis por 34,8% das publicações. O estudo destaca que o debate é impulsionado por uma geração altamente conectada e com grande capacidade de disseminar rapidamente ideias e narrativas.

Em relação à composição dos grupos envolvidos, a direita contempla influenciadores políticos conservadores, parlamentares bolsonaristas, comunicadores independentes, perfis religiosos ativistas e grupos contrários ao STF.

A esquerda reúne militantes sindicais e universitários, coletivos progressistas, jornalistas ativistas, núcleos acadêmicos politizados e movimentos ligados a identidades sociais. Maracajá aponta que “a direita se destaca pelo volume e rapidez na replicação das mensagens, enquanto a esquerda apresenta maior profundidade discursiva e articulação semântica”.

“As redes sociais não geram votos por si só, mas aceleram o convencimento, reforçam crenças e encurtam o processo de decisão dos eleitores. O meio digital não transforma intenções em votos automaticamente, mas molda o contexto psicológico onde a decisão se forma”, conclui Alek Maracajá.

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