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sábado, 07/02/2026

CVM forma grupo para investigar bancos Master e Reag

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NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu nesta sexta-feira (6) criar um grupo especial para examinar informações ligadas ao Banco Master, à Reag e a organizações relacionadas, que foram alvo de operações da Polícia Federal.

Este grupo será vinculado ao Comitê de Gestão de Riscos da CVM, que monitora o comportamento dos gestores de empresas com ações negociadas em bolsas e fundos de investimento no Brasil.

Master e Reag são suspeitas de realizar fraudes para aumentar falsamente o valor de fundos de investimento. A CVM possui vários processos contra essas instituições e seus administradores, mas nenhum resultado em condenação até o momento.

O primeiro objetivo do grupo de trabalho é coletar dados sobre as ações das áreas de supervisão, fiscalização e acusação, incluindo inquéritos e processos recentes, além das comunicações feitas a outros órgãos públicos.

Segundo a CVM, o grupo tem como missão organizar e consolidar fatos, processos e informações para melhorar o diagnóstico institucional, acompanhar de forma integrada as ações em andamento, e prestar contas à sociedade.

O grupo terá um prazo de três semanas para finalizar suas análises, que abrangerão sugestões para aprimorar a regulação, supervisão, governança processual e cooperação entre instituições.

A CVM se envolveu no debate político após as operações ligadas ao Master e à Reag, que também motivaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a sugerir que o Banco Central centralize a fiscalização dos fundos de investimento.

Na terça-feira (3), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve aprovar mudanças legislativas para ampliar as atribuições do Banco Central na supervisão dos fundos.

Sobre a Reag, a CVM investiga desde 2024 possíveis irregularidades em fundos que aplicaram em ações do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), uma fraude mencionada pela Polícia Federal.

Executivos do Master que são investigados pela Polícia Federal evitaram julgamento pela CVM em casos passados ao firmarem acordos de R$ 6,1 milhões com o órgão regulador.

Entre eles estão o proprietário do Master, Daniel Vorcaro, e os executivos Luiz Antonio Bull e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Os três chegaram a ser presos nas operações policiais, mas tiveram processos anteriores arquivados pela CVM.

A CVM afirmou que continuará informando a sociedade sobre medidas importantes relacionadas ao tema.

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