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quinta-feira, 12/02/2026

Custo de vida no DF chega a R$ 4.920 por mês, revela estudo

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Viver no Distrito Federal tem se tornado cada vez mais caro para seus moradores. Pesquisa recente mostra que o gasto médio mensal de quem vive na capital é de R$ 4.920, valor que supera todas as outras regiões do país.

A pesquisa analisou diversas categorias de despesas e constatou que o DF lidera o custo em seis delas, estando entre as três primeiras nas demais. Moradia é uma das principais preocupações para os moradores, com gastos altos relacionados a aluguel, condomínio e financiamento.

Bruno Ribeiro, técnico em videogames de 33 anos, mora em sua casa própria na Ceilândia o que facilita o controle dos custos mensais. Ele comenta que aluguéis em outras regiões, como o Cruzeiro, são muito caros e dificultam o orçamento familiar. Segundo ele, o custo do aluguel pode consumir até 60% do salário.

Outras despesas que pressionam o bolso são as compras do mês, imprevistos como manutenção do carro, material escolar e impostos como o IPVA. Para Wesley Eduardo, confeiteiro também com 33 anos e que mora com a família em Taguatinga, é necessário buscar formas de aumentar a renda para conseguir pagar as contas tranquilamente.

Além da moradia, o Distrito Federal também lidera os custos em compras em geral, transporte, saúde, alimentação fora de casa, lazer e educação. Essa situação se explica pelo fato de o DF ter o maior rendimento médio do país, mas, ao mesmo tempo, apresenta desigualdade econômica significativa entre seus moradores.

O economista Newton Marques destaca que a distribuição da renda no DF é desigual, com regiões mais pobres sofrendo com essa disparidade. O indicador de desigualdade chamado Índice de Gini atinge o maior valor da região Centro-Oeste no DF, mostrando essa realidade.

Além disso, o endividamento é um problema comum devido à dificuldade de equilibrar as despesas mensais. Muitas pessoas acabam usando o cartão de crédito até para compras básicas, o que aumenta o custo final por causa dos juros.

Apesar dessas dificuldades, não houve até o momento posicionamento do governo local sobre políticas públicas que possam ajudar a população a lidar com o alto custo de vida na capital.

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