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sábado, 31/01/2026

Curso que Muda Vidas na Estrutural

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Na Estrutural, a cozinha virou um lugar de apoio, aprendizado e renovação de histórias. No Instituto Culinária Social, as mulheres encontram, através da gastronomia, uma nova oportunidade para empreender, recuperar a autoestima e retomar sonhos pausados por dificuldades financeiras, desafios de saúde ou questões emocionais.

A fundadora e presidente do Instituto, Ada Silva, ressalta que o projeto vai além do ensino técnico. “Nosso foco é qualificação profissional na gastronomia, mas queremos que as pessoas saiam daqui preparadas para iniciar um negócio com o que aprenderam. Mais do que formar cozinheiras, formamos pessoas”, destaca.

Desde 2005, mais de 800 mulheres já participaram dos cursos gratuitos do Instituto, que atualmente pode atender até 30 alunas por dia. Além da formação, o projeto oferece ações de apoio alimentar, como a “Galinhada do Amor”, que distribui cerca de mil marmitas por semana para famílias vulneráveis e pessoas em situação de rua.

Ada Silva comenta: “Ouvir relatos de mulheres que saíram da depressão ou começaram um empreendimento depois de passar pelo Instituto é algo sem preço. Dedico a maior parte da minha vida ao social porque considero esse meu propósito: ajudar o próximo com o melhor de mim”.

Entre as histórias de transformação está a de Jacqueline, 41 anos, que trabalha com bolos há seis anos e participou de diversos cursos do Instituto. “Cheguei com um conhecimento e estou saindo com outro completamente diferente. Aprendi técnicas novas e, além disso, fiz amizades e conheci pessoas que mudaram muito minha vida”, conta.

Ana, de 53 anos, encontrou no Instituto um ambiente de acolhimento em um momento difícil. “Quando cheguei, enfrentava depressão. Aqui, a gente não aprende apenas a fazer bolos ou salgados, mas também recebe carinho, atenção e cuidado”, relata. Hoje, ela usa o que aprendeu para ajudar a renda da família e diz se sentir feliz, valorizada e grata.

Elza, moradora da Estrutural há 25 anos e com 56 anos, trabalhou como cozinheira até precisar parar após uma cirurgia no ombro. “Parar de trabalhar foi muito difícil, parecia que algo essencial tinha sido tirado de mim. No Instituto, reencontrei meu propósito. Aprender, conviver e produzir mudou meu dia a dia. Hoje faço bolos, vendo o que aprendi e continuo empreendendo para não ficar parada em casa”, afirma.

Ada Silva destaca a relevância do trabalho social e educativo na Estrutural: “Temos cursos, palavras de incentivo e união. Muitas pessoas chegam fragilizadas e saem fortes. Ver isso acontece é valioso”.

O Instituto conta com o apoio de parceiros, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, madrinha do projeto, que ajudou na arrecadação de R$33 mil para mobiliar o espaço.

Estão abertas inscrições para novos cursos, como pizza e croissant, que podem ser feitas pelas redes sociais do Instituto @culinariasocial.

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