O mês de fevereiro é dedicado à campanha Fevereiro Roxo, que chama atenção para três doenças crônicas: lúpus, fibromialgia e Alzheimer. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alerta para a importância de diagnosticar cedo, seguir o tratamento corretamente e cuidar bem de si mesmo, buscando ajuda médica logo que os primeiros sinais aparecem.
O tema deste ano é ‘Mesmo sem cura, buscamos conforto’. Embora essas doenças não tenham cura, é possível garantir uma vida com mais qualidade por meio de acompanhamento nas unidades básicas de saúde (UBSs) e encaminhamento para especialistas quando necessário.
O lúpus é uma doença em que o sistema imunológico ataca partes saudáveis do corpo, causando manchas vermelhas na pele e sintomas como cansaço intenso, dores nas articulações e músculos, febre e inflamações. Sem tratamento, pode afetar órgãos importantes como rins e coração. Aires destaca que, com o tratamento certo, é possível controlar a doença e evitar problemas maiores.
A fibromialgia causa dor muscular em todo o corpo, junto com fadiga, problemas para dormir, ansiedade e dificuldade de concentração. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% dos brasileiros têm essa condição, que é mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos. O tratamento envolve remédios, exercícios e outras abordagens, sempre com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, como explica o reumatologista.
Na rede pública, o Grupo Supera Dor da UBS 17 de Ceilândia ajuda pessoas com dor crônica por meio de autocuidado e técnicas que melhoram a qualidade de vida. O fisioterapeuta residente Gabriel Freitas Cândido ressalta que o grupo ajuda a controlar a dor, melhora a mobilidade e oferece suporte emocional, permitindo que as pessoas continuem suas atividades diárias, mesmo sentindo dor.
A doença de Alzheimer é um problema que afeta o cérebro e piora com o tempo, começando com perda da memória recente. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), ela é responsável por 60% a 70% dos casos de demência. O Ministério da Saúde estima que 1,2 milhão de brasileiros vivem com essa doença, muitos ainda sem diagnóstico.
Quando a doença avança, aparecem sintomas como perda da memória antiga, irritabilidade, dificuldades para falar e problemas para se localizar no tempo e espaço. O diagnóstico é feito por meio de avaliações médicas e testes das funções do cérebro. Tratar cedo ajuda a aliviar os sintomas e retardar o avanço da doença.
Informações da Secretaria de Saúde (SES-DF).

