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segunda-feira, 27/04/2026

Cubanos enfrentam dificuldade para comprar itens básicos com renda corroída

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Cuba enfrenta uma crise econômica e de energia desde o início do ano, considerada a mais difícil desde a Revolução de 1959. A população convive diariamente com cortes de energia, serviços públicos limitados e escassez de alimentos e remédios.

Em Havana, os mercados estatais estão sem produtos, enquanto os estabelecimentos privados oferecem mercadorias com preços altos, dificultando o acesso para grande parte da população.

Após mais de dois meses sem importar petróleo devido ao bloqueio dos Estados Unidos, a ilha recebeu da Rússia 100 mil toneladas de petróleo bruto, suficiente para apenas um terço da demanda mensal, conforme explicou Irenaldo Pérez Cardoso, diretor-adjunto da União Cuba-Petróleo.

Na capital, a falta de combustível reduziu o movimento nas ruas e afetou serviços essenciais, como a coleta de lixo, que acumulou resíduos em várias áreas.

Falta de energia causa problemas em vários setores

Os apagões são frequentes, chegando a quase 20 horas por dia em áreas importantes da cidade, onde ficam hospitais, embaixadas e órgãos governamentais. A falta de eletricidade também impacta o abastecimento de água, que depende do funcionamento das bombas elétricas.

A crise econômica agrava a situação. Os mercados controlados pelo Estado não têm produtos suficientes, enquanto os preços nos estabelecimentos privados são inacessíveis para muitos cubanos.

Segundo moradores, a situação atual é pior do que o Período Especial dos anos 90, quando a União Soviética colapsou. Naquela época, os mercados estatais tinham mais produtos disponíveis, apesar da crise. Hoje, embora haja oferta no setor privado, a renda da população não é suficiente para fazer compras.

Salários e pensões são insuficientes

De acordo com dados recentes do Escritório Nacional de Estatísticas de Cuba, o salário médio é de aproximadamente 14 dólares por mês, mas muitos trabalhadores recebem menos. Aposentados relataram ganhar cerca de cinco dólares mensais, valor insuficiente para comprar itens básicos, como uma cartela de ovos.

Apesar da insatisfação com a situação econômica, a maioria da população não manifesta grande oposição política. Muitos sentem falta dos tempos de Fidel Castro, quando havia mais estabilidade e o Estado garantia o acesso a bens e serviços essenciais.

A ausência de uma oposição forte e organizada limita debates políticos profundos. Para a maioria dos cubanos, o principal desejo é melhorar as condições de vida, com energia constante, alimentos disponíveis, remédios nas farmácias, transporte funcionando e renda suficiente para suprir as necessidades básicas.

Apesar das tensões, as negociações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos continuam, com reuniões recentes em Havana para manter o diálogo entre os países.

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