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sexta-feira, 06/02/2026

Cuba rejeita estado de guerra após pressão dos EUA

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou na última quinta-feira (5/2) que o país não está oficialmente em estado de guerra, mas está tomando medidas para se preparar para essa possibilidade, caso seja necessária.

“Não estamos dizendo que entramos em estado de guerra. Dizemos que nos preparamos para o caso de ser necessário entrar em estado de guerra em algum momento”, afirmou o líder cubano.

Esta declaração veio logo após a divulgação de uma nota do Conselho de Defesa Nacional de Cuba, que indicava que o órgão havia se reunido para analisar e aprovar planos relacionados à passagem para estado de guerra, dentro de uma estratégia de defesa nacional.

Díaz-Canel ressaltou que a nota foi divulgada com transparência e sem esconder informações, reafirmando o compromisso do governo com a clareza.

O contexto regional apresenta tensões crescentes entre Cuba e os Estados Unidos. O presidente cubano mencionou a ação militar dos EUA na Venezuela, com a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, como um dos fatos que geraram preocupação, especialmente pela morte de cerca de 32 combatentes cubanos e ao menos 100 vítimas no total.

Além disso, Díaz-Canel destacou as ameaças e medidas americanas que dificultam o fornecimento de combustível a Cuba, incluindo tarifas impostas contra países que mantenham relações comerciais de petróleo com a ilha.

O plano de defesa está baseado no conceito de “guerra de todo o povo”, buscando fortalecer as capacidades defensivas em todos os níveis e integrando a participação da população cubana.

Apesar do cenário de tensão, o governo de Cuba expressou interesse em manter o diálogo diplomático com os Estados Unidos, desde que haja respeito à soberania e autodeterminação do país. Díaz-Canel afirmou que Havana está aberta a conversar “sem pressões, sem pré-condições e em pé de igualdade”.

Na mesma data, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a administração norte-americana acredita que Cuba enfrenta momentos decisivos, embora o presidente Donald Trump se mantenha aberto a negociações diplomáticas.

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