As autoridades de Cuba criticaram fortemente as declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mencionou uma possível ação militar contra a ilha. As autoridades qualificaram essas ameaças como perigosas e contrárias ao direito internacional.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, descreveu como ‘hipócrita e cínico’ o discurso que sugere uma intervenção militar com a justificativa de ‘libertar’ Cuba. Ele destacou que as dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pela ilha são principalmente resultado de décadas de sanções impostas pelos Estados Unidos.
A crise energética em Cuba, agravada pelo bloqueio de petróleo, limita severamente o abastecimento de combustível no país. O ministro ressaltou que tanto as ameaças quanto uma eventual ação militar seriam crimes contra o direito internacional.
Em meio às tensões, o presidente Donald Trump sugeriu, em tom de brincadeira, que os Estados Unidos poderiam posicionar um porta-aviões próximo a Cuba para forçar uma rendição. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel criticou essa declaração, classificando-a como uma escalada perigosa e inédita, e afirmou que Cuba não se renderá.
O clima atual mostra uma intensificação da tensão entre Cuba e os Estados Unidos, marcada por sanções, dificuldades econômicas e disputa política entre ambos os países.
