O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, criticou as declarações do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, feitas em uma postagem no X no último sábado. Boulos acusou Alban de fazer “terrorismo econômico” ao afirmar que o fim da escala 6×1 acarretará aumento nos preços para os consumidores.
Boulos afirmou que a tentativa de assustar a população com esse argumento é velha conhecida e vem sendo usada pelos grupos privilegiados há quase um século para se opor aos direitos dos trabalhadores.
Ele também lembrou que essa mesma reação aconteceu quando foram implementados direitos como o salário mínimo, férias remuneradas e o 13º salário no Brasil. O governo está decidido a acabar com a escala 6×1, o que, segundo Boulos, trará mais produtividade e justiça social.
Por outro lado, Alban declarou ser a favor da redução da jornada de trabalho, mas ressaltou que o país não está preparado para essa mudança. Segundo ele, os custos serão repassados aos consumidores, e a CNI está preparando um estudo para mostrar os impactos do fim da escala 6×1.
Alban afirmou: “Eu acredito que a relação entre capital e trabalho, assim como o bem-estar social, evolui para uma jornada de 5 por 2. Porém, o Brasil não está preparado para isso. Quem pagará por essa mudança? Novamente o consumidor. Esse custo será repassado.”
Conteúdo fornecido pelo Estadão.
