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Mundo

Crise no banco Ueno causa crise política e afeta serviços no Paraguai

Reprodução/Ueno Bank

Uma grave crise bancária tomou conta do Paraguai após a falência do Banco Ueno, o maior banco digital do país. A situação levou à queda do presidente Santiago Peña e afetou milhares de paraguaios que perderam acesso ao dinheiro investido na instituição.

O Banco Ueno guardava recursos importantes para órgãos públicos paraguaio, como o Instituto de Seguridade Social, responsável pela previdência do país; a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), estatal de energia; e o Corpo de Bombeiros Voluntários do Paraguai.

Os bombeiros, que atuam de forma voluntária no país, já enfrentam dificuldades devido ao congelamento dos recursos. Com menos veículos disponíveis, o atendimento foi reduzido significativamente.

Falência do Banco Ueno

O Banco Central do Paraguai decretou a dissolução do Banco Ueno após constatar que o banco possuía menos da metade do capital exigido por lei. Com 2,9 milhões de clientes, representando cerca de 40% da população, o banco era fundamental para o sistema financeiro digital do país.

Acusações apontam que o banco manipulou suas finanças para parecer mais estável e realizou empréstimos irregulares para empresas ligadas ao grupo controlador. A crise culminou na queda do presidente Santiago Peña, que fora acionista do banco até o ano anterior.

O Congresso aprovou o impeachment de Santiago Peña em tempo recorde e o ex-presidente foi preso em sua residência em Assunção.

Impacto nos serviços públicos

O Corpo de Bombeiros Voluntários enfrentou redução nas operações devido à indisponibilidade financeira causada pela crise, com veículos e recursos congelados.

O Instituto de Seguridade Social garantiu que o pagamento de aposentados e pensionistas não será comprometido, apesar de os fundos estarem presos no banco. Trabalha para transferir contas e reaver os recursos congelados.

A Administração Nacional de Eletricidade, por sua vez, possui fundos importantes no banco e solicita tratamento especial para esses valores junto ao Banco Central. Além disso, a crise pode afetar usuários que utilizavam o banco para realizar pagamentos.

Consequências políticas

Além da queda de Santiago Peña, vários membros do governo e autoridades renunciaram aos seus cargos. O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a presidência em breve, enquanto nomes como o chefe do gabinete presidencial e o diretor do Banco Central deixaram seus postos.

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