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Brasil

Criminoso fez vários roubos antes de atacar policial e filho na zona norte de São Paulo

Foto: Reprodução/TV Globo

Francisco Lima Neto e Paulo Eduardo Dias
Folhapress

O suspeito chamado Gabriel Adriano Araújo, 24 anos, cometeu diversos roubos antes de abordar um policial civil do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e acabar matando o filho do policial, de 10 anos, durante uma troca de tiros na zona norte de São Paulo, conforme o boletim de ocorrência.

Gabriel Araújo, segundo o boletim, por volta das 10h do domingo (16), roubou alianças de quatro pessoas nas ruas Manoel de Sousa Azevedo e Porto de Dom Rodrigo, na região da Freguesia do Ó.

Ele carregava uma mochila com sete alianças e alguns celulares roubados. As vítimas identificaram o suspeito após saberem do ataque ao policial pela imprensa, foram até a delegacia e reconheceram seus pertences.

O policial Vinicius Fofa Campos, 45 anos, estava de folga, quando o criminoso armado o abordou na rua Padre Feliciano Domingues, na Freguesia do Ó.

A ação foi individual, e o criminoso queria roubar a aliança do policial.

Gabriel Araújo chegou apontando uma arma para o policial, que reagiu. Durante a troca de tiros, o filho de Vinicius, Guilherme Souza de Campos, que estava na garupa da moto, foi baleado no tórax.

Guilherme foi levado ao Hospital Penteado, mas não resistiu aos ferimentos. Pai e filho haviam saído para comprar uma pipa, segundo a polícia.

O suspeito foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro de Brasilândia, onde morreu por volta das 19h, sob escolta policial.

O velório e enterro de Guilherme ocorreram no Memorial Parque Jaraguá, na Vila Sulina, zona norte de São Paulo.

As aulas foram suspensas no Colégio Santa Lúcia Filippini, onde Guilherme estudava no quinto ano do ensino fundamental. A escola lamentou a morte e declarou luto, afirmando que o aluno foi vítima da violenta realidade que atinge a cidade de São Paulo.

Alunos, pais e professores foram convidados a participar de uma corrente de orações para confortar a família e amigos de Guilherme.

A Polícia Civil também divulgou uma nota de pesar, declarando que não há palavras que possam aliviar a dor da perda e que os policiais do Deic manifestam respeito e solidariedade.

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