Ingrid Pikinskeni Morais Santos não respondeu à maioria das perguntas em seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ela negou ter conhecimento das movimentações financeiras das empresas que possui em sociedade com seu marido, Cicero Marcelino.
Cicero Marcelino foi detido em novembro durante uma operação da Polícia Federal que investiga descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Ele é responsável pela criação de empresas associadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma entidade central nas investigações das fraudes no INSS.
Ao amparo de um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), Ingrid evitou responder a grande parte das questões colocadas pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
O deputado perguntou: “Por meio das suas empresas, a senhora recebeu aqui mais de R$ 150 milhões. A senhora é administradora. Já viu alguma prestação de serviço ou fornecimento de material por essas empresas?” A depoente limitou-se a dizer que não tinha conhecimento sobre os valores envolvidos ou as movimentações financeiras.
Emocionada, Ingrid Pikinskeni chegou a chorar durante o depoimento, que foi interrompido.
Presidente da CPMI anuncia ações futuras
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, declarou que tomará medidas adicionais para garantir esclarecimentos e continuidade nas investigações.

