A CPMI do INSS iniciou a análise de seu relatório final nesta sexta-feira (27). Após sete meses de atividades e com aproximadamente 4 mil páginas, o documento preparado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) sugere o indiciamento de 218 indivíduos.
Durante a leitura, a sessão precisou ser suspensa momentaneamente pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). A interrupção atendeu a solicitação de parlamentares que ainda não tinham tido acesso ao arquivo devido ao seu tamanho, que dificultava a consulta pelo sistema do Senado.
A sessão foi retomada, e a expectativa é que o relatório seja completamente lido e votado ainda nesta sexta-feira. O senador Viana afirmou mais cedo que os trabalhos prosseguirão pelo tempo necessário, podendo se estender até a madrugada. Caso seja necessário e com acordo entre os membros, uma reunião extra pode ser realizada no sábado (28).
“Vamos avançar até o final da leitura. Se for possível votar um relatório unificado, será ótimo. Se surgirem ressalvas, que embora não previstas, são permitidas, iremos debater. Estão previstos cerca de cinco horas para os debates, mas estamos em uma Casa que preza o consenso. Buscaremos equilíbrio e diálogo entre os lados, sempre focados na investigação”, declarou o presidente da CPMI.
Constituída em agosto para apurar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a CPMI tem seu prazo de conclusão marcado para 28 de março. A reunião desta sexta foi convocada após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por 8 votos a 2, o pedido do ministro André Mendonça que visava estender os trabalhos da comissão.

