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terça-feira, 07/04/2026

CPI do Crime quer extensão e afasta investigação do Banco Master

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A CPI do Crime Organizado busca uma prorrogação de 60 dias junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para poder estender seus trabalhos além do prazo previsto, que encerra em breve. A comissão pretende se afastar das investigações relacionadas ao Banco Master, que havia dominado as investigações nos últimos meses.

A estratégia, liderada pelo relator Alessandro Vieira, visa superar a resistência de Davi Alcolumbre em estender o mandato da CPI durante o ano eleitoral, como já aconteceu em outras ocasiões.

O relator defende que as fraudes ligadas a Daniel Vorcaro permanecem no escopo da CPI, mas que o foco atual deve ser a atuação de milícias e facções criminosas. Alessandro Vieira planeja uma reunião com Davi Alcolumbre para discutir a prorrogação.

CPI específica para Banco Master

Alessandro Vieira também defende a criação de uma comissão separada para investigar o Banco Master. No entanto, o pedido segue parado no Congresso desde o início do ano e não foi analisado por Davi Alcolumbre. Em consequência, a oposição levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

O relator já tratou da prorrogação antes de apresentar um pedido formal e reconhece a preocupação do presidente do Senado com o ano eleitoral. Davi Alcolumbre tem criticado o excesso de exposição das CPIs nos últimos anos, principalmente com a inclusão do caso Banco Master.

A CPI já avaliou cerca de 100 requerimentos para investigar fraudes relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro, dos quais mais da metade são para a realização de oitivas. Além disso, foram analisados cerca de 30 pedidos para quebra de sigilo de empresas e pessoas envolvidas.

Boa parte dos requerimentos foram apresentados por Alessandro Vieira. Seu trabalho na CPI, especialmente ao investigar supostos vínculos de ministros do Supremo Tribunal Federal, provocou uma ação judicial do escritório de advocacia Barci de Moraes, com sócia a esposa do ministro Alexandre de Moraes, contra o senador, por alegações de calúnia e difamação.

Embora a CPI esteja se distanciando do caso Banco Master, o relator afirmou que dedicará um capítulo inteiro do relatório final ao tema, ressaltando que a empresa de Daniel Vorcaro teria servido como um canal para lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos. Sem a prorrogação, a CPI tem até 14 de abril para votar e aprovar seu relatório final.

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