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segunda-feira, 06/04/2026

Cpi do crime quer avançar em banco Master apesar de barreiras do STF

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A CPI do Crime Organizado no Senado está nos últimos nove dias para concluir suas investigações e tentar aprovar um relatório até 14 de abril. O foco principal são as investigações envolvendo o Banco Master, mesmo com dificuldades impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Esta comissão foi criada após operações contra grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), com o objetivo de investigar crimes organizados, incluindo fraudes bancárias relacionadas ao Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro.

Trabalho da Comissão

Composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, a CPI discutiu mais de 180 requerimentos e analisou documentos essenciais para as investigações. Cerca de 100 requerimentos trataram das fraudes envolvendo o banco, com dezenas de pedidos para realização de oitivas e quebras de sigilo bancário.

Esta semana, está previsto que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compareça à comissão para prestar esclarecimentos sobre a liquidação do banco Master. Já o ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, recebeu autorização para não comparecer.

Dificuldades Enfrentadas

Os parlamentares reclamam das restrições judiciais impostas pelo STF, que têm limitado o avanço das investigações. Por exemplo, a convocação de familiares de ministros do Supremo tem sido flexibilizada, e quebras de sigilo foram suspensas por decisões judiciais baseadas em supostos desvios de finalidade.

A CPI enfrenta também o desafio do prazo curto para concluir os trabalhos, e há tentativas de estender esse prazo por mais 60 dias. Entretanto, a ampliação depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tem resistido à criação de comissões de inquérito em ano eleitoral.

Relatório Final

O relator da CPI, Alessandro Vieira, informou que reservará parte do relatório para tratar do Banco Master, apontando a instituição como envolvida em lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos. A votação do relatório deve ocorrer por consenso, diferente de comissões anteriores que não conseguiram um acordo final.

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