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segunda-feira, 13/04/2026

Cpi do Crime Organizado Foca no Caso Banco Master na Retomada Final

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Instituída em novembro de 2025 para apurar a atuação de facções criminosas, milícias e esquemas de lavagem de dinheiro no Brasil, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado tem seu encerramento marcado para 14 de abril. Apesar de um vasto volume de dados levantados, críticas sobre a efetividade dos trabalhos ainda são frequentes.

Após mais de quatro meses de atividades, a CPI concentrou seu foco final na investigação do caso Banco Master. Entre os avanços, o colegiado aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do banco alvo das investigações.

Intervenção do Supremo Tribunal Federal

A atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) impactou significativamente o andamento da CPI. Decisões judiciais restringiram mecanismos como quebras de sigilo e limitação da obrigatoriedade de presença dos convocados, o que foi criticado pelos parlamentares como um entrave às investigações.

No último dia de funcionamento, a comissão planeja ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que planeja apresentar dados da segurança pública do estado durante sua gestão.

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi liberado da convocação após habeas corpus do STF, e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, optou por responder por escrito às solicitações da comissão. A CPI também tentou aprovar a convocação dele para esclarecimentos, sem sucesso devido ao curto prazo dos trabalhos.

Investigações Financeiras e Decisões Judiciais

Em 18 de março, requerimento para quebra de sigilo do fundo Arleen, parte interessada na empresa Tayayá, foi aprovado, mas posteriormente anulada pelo ministro Gilmar Mendes. A CPI alega que o fundo está ligado a operações financeiras suspeitas relacionadas ao caso investigado.

O fundo Arleen é controlado pelo fundo Leal, do empresário Fabiano Zettel, o que reforça a linha de investigação no âmbito financeiro do caso Banco Master.

Pedido de Prorrogação e Encerramento

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, solicitou a extensão dos trabalhos por mais 60 dias, porém o pedido foi negado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encerramento se dará na data prevista, com a comissão dedicando os últimos dias à redação do relatório final.

O relatório incluirá um capítulo específico sobre o caso Banco Master, detalhando possíveis irregularidades e conexões com agentes públicos.

Embora a CPI tenha tido uma atuação intensa, o balanço do colegiado destaca desafios institucionais, desvio do foco inicial e dúvidas sobre os impactos concretos que as conclusões terão no combate ao crime organizado no país.

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