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Covid-19: Vacina deve ser bem público global, diz chefe da saúde dos EUA

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Com um orçamento de US$ 42 bilhões, o instituto liderado por Francis Collins corre para encontrar uma vacina contra o coronavírus

Pesquisa: ações da Moderna subiram mais de 30% com resultados de vacina contra coronavírus (iStock/Getty Images)

Se os Estados Unidos forem os primeiros a desenvolverem uma vacina eficaz contra o novo coronavírus, deverão compartilhá-la rapidamente com o mundo, disse o chefe dos Institutos Nacionais de Saúde, Francis Collins, em entrevista à AFP.

A administração do presidente Donald Trump sugeriu que, embora compartilhasse seu conhecimento científico, priorizaria a produção de doses para a população americana desde o início.

Collins, no entanto, disse que “concorda absolutamente” com os líderes da França e da China que uma vacina deveria ser o que eles chamavam de “bem público global” e expressou preocupação particular pelos países da África e da América Latina.

“Certamente, se tivéssemos uma vacina que funcionasse, eu gostaria de garantir o mais rápido possível que ela esteja disponível lá (na África) e na América do Sul. Olhe o Brasil agora”, disse Collins.

“Temos uma grande responsabilidade. Como nação mais rica do mundo, não temos apenas que cuidar de nós mesmos. Isso seria um resultado terrível”, afirmou o especialista em saúde.

Os institutos dirigidos por Collins (NIH) constituem um dos principais centros de pesquisa do mundo. Com um orçamento de US$ 42 bilhões, eles fizeram uma parceria com empresas privadas na corrida frenética para encontrar uma vacina contra o vírus que matou mais de 320.000 pessoas em todo o mundo.

O governo Trump estabeleceu a meta de produzir 300 milhões de doses até janeiro, o suficiente para vacinar toda a população. Mas se o país for bem-sucedido, será necessário exportar algumas dessas doses para populações vulneráveis em outros países, em vez de oferecê-las a americanos saudáveis?

Collins diz que sim, embora ele avise que qualquer previsão é baseada em “muita esperança”.

“Pessoalmente, acho que deve ser uma questão de muita atenção e não em 2022”, disse. “Talvez já no final deste ano, quando realmente tivermos a capacidade de fazer isso”.

Esperança possível

Um dos mais avançados projetos experimentais de vacinas do mundo até agora é o da empresa americana de biotecnologia Moderna, que trabalha com os NIH.

A empresa, que recebeu uma doação do governo de quase US$ 500 milhões, divulgou resultados promissores de seus primeiros testes clínicos em um pequeno número de voluntários na segunda-feira.

O governo dos Estados Unidos também assinou um contrato com o grupo farmacêutico de Paris Sanofi para garantir que tenha prioridade na produção de futuras vacinas.

Esse acordo provocou indignação na França, forçando a empresa a esclarecer que essa prioridade seria dada apenas para doses de vacinas produzidas em fábricas que o grupo possui nos Estados Unidos.

Collins, médico e geneticista que é diretor do NIH desde 2009, sob o comando de Barack Obama e Trump, admite que a abordagem de Washington pode ser vista como “America First”.

Entretanto, o especialista de 70 anos insiste que a comunidade científica está cooperando internacionalmente. “Todos nós acreditamos que todos deveriam ter a oportunidade de ter acesso a algo que possa salvar suas vidas em tempos de uma pandemia como essa”, disse. “E faremos o possível para trabalhar com outras agências e outros países para tentar fazer isso acontecer”.

Questionado se os laboratórios deveriam se beneficiar de um produto visto como um “bem público global” para as mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, Collins respondeu: “Não acho que devam obter um lucro excepcional, com certeza”, opinou.

“Acho que é preciso deixar claro que as empresas gastam bilhões de dólares para produzir essas vacinas e não se pode esperar que elas absorvam isso”, explicou. “Tem que haver uma compensação razoável, mas isso não deve estar em uma circunstância em que se torne um grande impulso para seus resultados”.

 

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Google, Microsoft e Facebook se juntam contra nova regra de vistos dos EUA

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Novas regras do governo Trump barram a entrada de alunos se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia

Aeroporto: há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA (Kate Munsch/Reuters)

Estudantes estrangeiros já foram impedidos de ingressar nos Estados Unidos devido às novas regras do governo Trump que barram a entrada de alunos no país se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia de coronavírus, de acordo como um documento judicial registrado no domingo.

O documento assinado por dezenas de universidades e faculdades foi apresentado em apoio a uma ação civil da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que tenta derrubar as novas regras de imigração emitidas no dia 6 de julho, que pegaram instituições acadêmicas de todo o país de surpresa.

O texto afirma que as autoridades imigratórias “já estão impedindo que estudantes em retorno reentrem no país” e citou o caso de um aluno da Universidade DePaul que voltava da Coreia do Sul e foi barrado no Aeroporto Internacional de San Francisco.

A Universidade DePaul não quis liberar o aluno para conceder entrevista. Um porta-voz da Agência de Proteção da Alfândega e da Fronteira dos EUA não comentou sobre os estudantes cujo ingresso está sendo negado em respeito às novas regras.

O comunicado foi somente um de uma série de documentos apresentados por várias associações comerciais, sindicatos trabalhistas e empresas de tecnologia, como Google, Microsoft, Facebook e Twitter, para apoiar a ação civil. Estes foram seguidos por mais de duas dúzias de cidades grandes e pequenas e condados que repudiaram a regra do governo Trump.

Há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA, e muitas escolas dependem da renda destes, que muitas vezes pagam mensalidades integrais.

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de medidas para conter o avanço do coronavírus no país. Entre elas, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas e toque de recolher noturno.

A África do Sul registra 4079 mortes e 276 mil casos de covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.

A proibição do consumo de álcool voltou apenas três semanas após ter sido proibida. O objetivo é conter as internações em emergências e a violência doméstica.

“Atualmente, existem evidências claras de que a retomada das vendas de álcool resultou em uma pressão substancial nos hospitais, incluindo unidades de trauma e UTI, devido a acidentes de trânsito, violência e trauma relacionado”, disse Ramaphosa.

O governo também disponibilizou 28 mil novos leitos hospitalares para pacientes do covid-19. Entretanto, o presidente enfatizou que o país ainda enfrenta “uma grave escassez de mais de 12 mil profissionais de saúde, principalmente enfermeiros, médicos e fisioterapeutas”.

Ramaphosa observou que a taxa de infecções no país fica em torno de 12 mil casos por dia, mas afirmou que a África do Sul tem uma das mais baixas taxas de mortalidade no mundo, em cerca de 1,5% em comparação à média global de cerca de 4,4%.

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Europa discute relação distante com Turquia e América Latina

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Os ministros de relações exteriores da UE se reúnem para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina

A BASÍLICA DE SANTA SOFIA: novo palco de distancialmente entre a Turquia e a União Europeia (REUTERS/Murad Sezer/Reuters)

Os ministros de relações exteriores da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (13) para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina.

O encontro ocorre dias depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, decidir converter a basílica de Hagia Sophia (“Santa Sofia”) em uma mesquita, causando consternação entre líderes europeus. O comissário de relações exteriores da União Europeia, Josep Borrell, considerou a decisão da Turquia “lamentável”.

O monumento construído no ano 532 durante o Império Bizantino é considerado um patrimônio histórico da humanidade. Ele foi um importante templo da igreja católica romana e da igreja ortodoxa durante séculos e, em 1453, foi convertido em uma mesquita durante o Império Otomano. Em 1935, a basílica foi transformada em um museu.

A mudança de status do templo é apenas o mais recente movimento do governo de Ancara para se distanciar dos valores e das políticas defendidos pela União Europeia. Desde o ano passado, a Turquia tem promovido atividades de perfuração no Mar Mediterrâneo em uma área que a Grécia e Chipre consideram fazer parte do seu território. O caso levou a União Europeia a adotar sanções contra a Turquia em novembro.

Outro foco de tensão foi uma recente provocação de navios turcos contra uma fragata da França no mês de junho. A embarcação francesa operava em uma missão da Otan e tinha ordens para inspecionar um navio de bandeira da Tanzânia suspeito de contrabandear armas para rebeldes da Líbia.

Os navios da Turquia – que também é membro da Otan – impediram a ação e provocaram a fragata francesa. Por causa do incidente, a França pressiona para que novas sanções contra a Turquia sejam aplicadas pela União Europeia e pretende colocar o tema em discussão na reunião ministerial desta segunda-feira.

Durante anos a Turquia foi uma potencial candidata a se juntar à União Europeia. Mas as negociações estão estagnadas desde que um golpe de Estado frustrado contra o presidente Recep Erdogan levou a uma escalada autoritária do seu governo. Erdogan também vem se aproximando cada vez mais do presidente russo Vladimir Putin. Recentemente, a Turquia finalizou um acordo com a Rússia para comprar mísseis antiaéreos do modelo S-400, capazes de derrubar caças americanos.

Entretanto, a dependência econômica da União Europeia limita as ações do presidente da Turquia. Os países do bloco europeu são o destino de metade das exportações da Turquia e fornecem 36% dos produtos importados pelo país. Além disso, as empresas europeias correspondem a 65% dos investimentos estrangeiros diretos na Turquia. E, apesar de a pandemia ter interrompido o fluxo de turistas, a Turquia recebe todos os anos milhões de turistas de países da União Europeia, especialmente da Alemanha. O custo da briga com a Europa, portanto, tende a ser alto para o governo Erdogan.

No caso da América Latina, a discussão da UE é sobre uma ajuda ao combate à Covid-19. Os europeus até agora pouco cooperaram no combate à pandemia fora de suas fronteiras. “A China, primeiro epicentro da crise, tem sido mais solidária”, diz o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral. Sinal disso é que o principal bilionário chinês, Jack Ma, fundador do comércio eletrônico Alibaba, se comprometeu a enviar máscaras e luvas a profissionais de saúde de países latinos severamente atingidos pela pandemia, inclusive o Brasil.

Para além da apatia, os europeus olham os governos da América Latina com desconfiança cada vez maior, em particular o do Brasil. “A imagem do País está muito abalada por causa da política ambiental equivocada do governo Bolsonaro”, diz Carlos Braga, professor de economia internacional na Fundação Dom Cabral e mediador de negociações com a UE quando trabalhou no Banco Mundial, nos anos 2000. “Essa situação atrapalha a cooperação inclusive em outras áreas, como o combate à Covid-19”.

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Andrzej Duda, líder conservador, é reeleito presidente da Polônia

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Com uma vitória apertada, Duda consolida a posição do partido Direito e Justiça (PiS), que está no poder desde 2015

Com 51,21% dos votos, Andrzej Duda, foi reeleito para um novo mandato de cinco anos (Maja Hitij/Getty Images)

O presidente conservador da Polônia, Andrzej Duda, foi reeleito para um novo mandato de cinco anos, anunciou nesta segunda-feira a Comissão Eleitoral, após a apuração quase total das urnas.

Duda obteve 51,21% dos votos, contra 48,79% para o opositor liberal e prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, de acordo com a apuração de 99,97% das urnas no segundo turno da eleição presidencial.

“Os resultados que ainda aguardamos das últimas cinco circunscrições não mudarão o resultado final das eleições”, declarou o presidente da Comissão Eleitoral, Sylwester Marciniak.

O resultado consolida a posição do partido Direito e Justiça (PiS), que está no poder desde 2015.

“O presidente Duda foi reeleito. Mas não é uma vitória forte”, declarou à AFP o cientista político Stanislaw Mocek, presidente do Collegium Civitas. “Os poloneses não optaram pela mudança proposta por Rafal Trzaskowski”, acrescentou.

O governo conservador nacionalista do PiS é acusado pelos rivais de ter reduzido as liberdades democráticas conquistadas há três décadas, após a queda do comunismo.

“O resultado forte de Rafal Trzaskowski lhe dá a possibilidade de virar uma figura chave da oposição liberal”, declarou ao canal TVN24 o cientista político Andrzej Rychard.

Trzaskowski pertence ao principal partido de oposição centrista, Plataforma Cívica (PO).

A eleição estava programada para maio, quando Duda tinha uma liderança folgada nas pesquisas, mas teve que ser adiada devido à pandemia de coronavírus.

O índice de participação no segundo turno foi de 67,9%, considerado elevado para a Polônia.

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Bill Gates se declara otimista com a luta contra pandemia

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Ele disse que cientistas estão fazendo grandes progressos e que será preciso ficar atento ao preço das vacinas e ao seu acesso amplo às populações carentes

Melinda Gates e Bill Gates durante o evento “One World: Together At Home” em 18 de abril de 2020: casal otimista com luta contra pandemia (AFP/AFP Photo)

O bilionário americano Bill Gates se declarou otimista a respeito da luta contra a COVID-19 e defendeu a distribuição de remédios e vacinas aos que precisam, e não os que pagam as maiores quantias.

“Se deixarmos que os medicamentos e as vacinas sigam para os que oferecem os maiores preços, ao invés das pessoas que mais precisam, teremos uma pandemia mais longa, mais injusta e mais letal”, afirmou o fundador da Microsoft, em uma mensagem de vídeo em uma conferência virtual internacional sobre a COVID-19.

“Precisamos de líderes para tomar decisões firmes para uma distribuição baseada na equidade e não apenas em fatores relacionados com o mercado”, completou.

O filantropo, dedicado à luta contra as epidemias, destacou que a pandemia interrompeu as cadeias de abastecimento de remédios, incluindo os medicamentos de combate à aids, o que poderia “privar centenas de milhares de pessoas dos tratamentos que precisam, e não apenas na África subsaariana”.

Mas continuo otimista”, completou Bill Gates. “Vamos derrotar a COVID-19 e seguiremos avançando contra a aids e outras crises de saúde”.

Ele disse que os cientistas “estão fazendo grandes progressos. Melhores ferramentas de diagnóstico estão sendo desenvolvidas para identificar os infectados. Os investimentos vão para bancos de medicamentos antivirais, um ramo da ciência onde havia subinvestimento”.

A segunda razão de seu otimismo, completou, é a solidariedade em escala mundial, já manifestada na luta contra a aids, com o Fundo Mundial criado em 2002, e o programa de ajuda americano PEPFAR, lançado por George W. Bush e destinado sobretudo à região da África subsaariana.

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Califórnia irá a Justiça contra decisão de Trump que expulsa de estudantes

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Governo anunciou que não permitirá que detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre

Donald Trump: Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019 (Andrew Harrer-Pool/Getty Images)

O Procurador-Geral do Estado norte-americano da Califórnia irá protocolar uma ação na Justiça nesta quinta-feira buscando anular uma regra de imigração imposta pelo governo Trump que poderia forçar dezenas de milhares de estudantes estrangeiros a deixarem os Estados Unidos se suas instituições de ensino passarem a realizar aulas pela Internet por causa da pandemia do coronavírus.

O Procurador-Geral Xavier Becerra diz que as novas regras podem forçar os estudantes internacionais a colocarem a si mesmos e a outros em riscos ao comparecerem às aulas presencialmente.

A Agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou na segunda-feira que não poderá permitir que alguns detentores de vistos de estudo continuem no país se seus cursos forem realizados online no próximo semestre, um anúncio que surpreendeu as instituições acadêmicas e as forçou a revisar suas diretrizes.

A Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) entraram com uma ação contra as novas regras na quarta-feira, argumentando que elas não parecem levar em consideração a saúde dos estudantes e funcionários e provocariam o caos nas universidades e faculdades por todo o país.

O sistema da Universidade da Califórnia também anunciou na quarta-feira que planejava entrar na Justiça contra o decreto.

A Califórnia tinha quase 162 mil estudantes estrangeiros em 2019, segundo um relatório do Departamento de Estado e do Instituto Internacional de Educação.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

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