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Covas pagará 20% a mais por criança em creche em região com menor espera

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De acordo com a Secretaria de Educação, a demanda por vaga nessas regiões está “pulverizada”, por isso a necessidade de unidades que atendem menos crianças

CRECHE EM SP: Secretaria Municipal de Educação diz que demanda por vaga está “pulverizada” (Berezko/Thinkstock)

São Paulo — A Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo anunciou que vai pagar 20% a mais do valor por criança para conseguir abrir creches (com atendimento dos 0 aos 3 anos) menores em regiões da cidade em que a demanda por uma vaga nessa etapa da educação caiu.

O contrato com entidades parceiras previa espaços para atender no mínimo 120 alunos, mas, segundo a pasta, hoje há áreas em que a fila de espera por vaga é menor que este número. A nova regra vai pagar a mais para abrir unidades que vão atender até 59 crianças.

De acordo com a secretaria, a demanda por vaga nessas regiões está “pulverizada”, por isso, a necessidade de unidades que atendem menos crianças. Para que seja “economicamente viável” esse novo formato, será pago o valor per capita de R$ 704,41, com o adicional de R$ 249,74.

A secretaria diz que a situação é um reflexo do trabalho feito nos últimos anos que conseguiu reduzir a fila de espera por uma vaga em creche, chegando em dezembro do ano passado a 19.897 crianças cadastradas, o menor número para o período.

Em março deste ano, último dado divulgado, havia 34,3 mil crianças na fila de espera. Das 97 Diretorias Regionais de Ensino da cidade, apenas 12 delas tinham menos de 60 crianças na espera. A situação ocorre nas regiões da Sé, Moema, Alto de Pinheiros, Liberdade, Carrão, Butantã, Vila Prudente, Cambuci, Barra Funda, Consolação, Jardim Paulista e República.

Salomão Ximenes, professor da UFABC, diz que firmar parceria para abertura de unidades menores é uma solução para regiões em que a demanda caiu e diz que o aumento do valor pago por criança faz sentido para que os contratos sejam viáveis. No entanto, ele alerta para a necessidade de uma fiscalização rígida da Prefeitura nas unidades para garantir qualidade no atendimento das crianças.

“Se hoje o número de supervisores é insuficiente para fiscalizar os CEIs já existentes, como vão atuar para checar a qualidade com um número maior de unidades? Há anos a Prefeitura tem o mesmo número de supervisores e isso prejudica as crianças”, diz.

 

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Problemas de saúde de motoristas estão entre principais causas de acidentes

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Um projeto de lei, que muda o período em que deve ser feito o Exame de Aptidão Física e Mental, pode incitar um número ainda maior de acidentes, alerta a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )

A saúde dos motoristas é uma das principais causas dos 250 mil acidentes de trânsito registrados nas rodovias brasileiras, nos últimos cinco anos, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), baseada em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com a associação, o Projeto de Lei nº 3267/19, que muda o período em que deve ser feito o Exame de Aptidão Física e Mental pode incitar um maior número de acidentes. Em motoristas de até 65 anos de idade, o período entre um exame e outro passa de cinco para 10 anos, e de três anos para cinco no caso de condutores acima da idade estabelecida. Para Juarez Molinari, presidente da Abramet, a mudança fará com que o especialista em medicina de tráfego não possa diagnosticar inaptidões temporárias ou definitivas para dirigir, causando mais acidentes.
Os maiores fatores para os acidentes relacionam-se com a saúde do condutor, a falta de atenção à condução, ingestão de álcool e sonolência ao volante. De 2017 até junho de 2019, foram notificadas 239 mortes e mais de 2 mil pessoas feridas em razão de mal súbito no condutor do veículo. Em relação À restrição de visibilidade, houve 216 mortes e 1.851 feridos no mesmo período. Quanto a acidentes com o uso de substâncias psicoativas, 27 pessoas morreram e 182 ficaram feridas.
Segundo o presidente, motoristas com doenças cardiovasculares, diabetes e epilepsia são os que mais devem estar atentos a eventuais prejuízos à capacidade de dirigir. As implicações dessas doenças podem comprometer a visão e a capacidade de prestar atenção, além de, eventualmente, provocarem comprometimento motor ou do raciocínio, além de distúrbios de sono.
De acordo com mapeamento da Abramet, os impactos negativos da medida enfraquecem o Código de Trânsito Brasileiro, com consequências econômicas e sobre o sistema de saúde pública. Os acidentes de trânsito, conforme estimativas da Abramet, têm impacto potencial de R$ 25,6 bilhões nas contas da Previdência Social, num intervalo de 10 anos e de R$ 3 bilhões no custeio de internações e tratamento de pacientes vítimas de colisões, somente na rede pública de saúde. Os acidentes em rodovias e em áreas urbanas custam aos brasileiros pelo menos R$ 50 bilhões por ano, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Juliana de Barros Guimarães, diretora científica da Associação Brasileira de Psicologia do Tráfego (Abrapsit), explica que é positiva a mudança na desburocratização da CNH, mas, ressalta que devem ser mantidas a saúde e segurança da população. De acordo com ela, os exames de aptidão física e mental para condutores devem ser realizados com especialistas qualificados para a função. “A saúde e a vida das pessoas não podem ser penalizadas neste processo”, afirma. A Abrapsit é uma entidade sem fins lucrativos que une profissionais com atuações psicocientíficas para o desenvolvimento da mobilidade em suas várias formas.
Para discutir o tema Psicologia e medicina do tráfego: o que o futuro nos reserva?, a Abramet e a Abrapsit realizam congresso até domingo (15/09), no Centro Internacional de Convenções do Brasil. A prevenção de acidentes, educação no trânsito e a nova legislação estarão são pautas do evento, com o objetivo de minimizar os acidentes nas estradas brasileiras e mais saúde aos condutores.

Mudanças no Código de Trânsito Brasileiro

Além da obrigação do exame toxicológico com especialista, o projeto propõe outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro. O PL altera a pontuação para 40 pontos para suspensão da CNH. Atualmente, quem acumula 20 pontos em um ano perde temporariamente o direito de dirigir. O motorista profissional, quando atingir 30 pontos no período de um ano, terá que participar de curso de reciclagem. Também é proposto o aumento do limite de pontos para a suspensão da CNH, que sobe dos atuais 20 pontos por ano para 40 pontos.
O texto amplia a validade da CNH, de cinco para 10 anos. E de três para cinco anos no caso de motoristas com mais de 65 anos. Além disso, acaba com o prazo de 15 dias para que o candidato reprovado, no exame escrito ou prático, possa refazer a prova. A proposição exclui ainda a exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais de ônibus, caminhões e veículos semelhantes na habilitação ou na renovação da carteira. Há ainda a diminuição de penas de infrações, o fim da multa para quem trafegar em rodovias durante o dia sem os faróis e a extinção da cobrança de multa para quem transportar crianças sem a cadeirinha.
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Pacientes do Badim, hospital no Rio, morreram por asfixia de fumaça tóxica

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Principal causa das mortes foi asfixia por ingestão da fumaça tóxica, após um curto circuito no gerador instalado no subsolo do prédio do hospital

Incêndio em hospital no RJ: Ao menos 11 pessoas morreram (Ian Cheibub/Reuters)

Os pacientes que morreram em decorrência do incêndio no Hospital Badim, zona norte do Rio, estavam internados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), no 3° andar do prédio mais antigo do hospita

O Instituto Médico-Legal (IML) divulgou os nomes dos dez corpos que deram entrada na unidade. Todos foram identificados e necropsiados e estão liberados para os familiares.

As vítimas são:

Alayde Henrique Barbieri,

Ana Almeida do Nascimento, 95 anos;

Berta Gonçalves Berreiros Sousa, 93 anos;

Darcy da Rocha Dias, 88 anos;

Irene Freitas, de 83 anos;

José Costa Andrade,

Luzia dos Santos Melo, 88 anos;

Maria Alice Teixeira da Costa, 75 anos;

Marlene Menezes Fraga, 85 anos;

Virgílio Claudino da Silva, 79 anos.

A décima primeira vítima, confirmada pelo diretor técnico do Hospital Badim, Fábio Santoro, morreu no Hospital Israelita Albert Sabin, no bairro do Maracanã, para onde foi transferida, logo após o incêndio. O corpo não foi transferido para o IML e o nome da vítima ainda não foi divulgado oficialmente.

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A pedido de Bolsonaro, Araújo convidou Trump para visitar o Brasil

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Chanceler brasileiro faz uma visita esta semana aos Estados Unidos e reuniu-se com secretário de Estado americano, Mike Pompeo

Mike Pompeo e Ernesto Araújo: líderes se reuniram nos Estados Unidos (Ricardo Moraes/Reuters)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta sexta-feira, 13, ter transmitido ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, o convite do presidente Jair Bolsonaro para que seu coleta norte-americano, Donald Trump, visite o Brasil e destacou que espera que isso ocorra o mais breve possível.

O chanceler brasileiro faz uma visita esta semana aos Estados Unidos e, mais cedo, reuniu-se com Pompeo.

“Estamos trabalhando e espero que ocorra em algum momento em breve, transmitimos o convite do presidente Bolsonaro para uma visita do presidente Trump ao Brasil e temos uma expectativa de em algum momento poder ter uma data para essa visita”, disse Araújo em entrevista à imprensa, transmitida via o perfil da embaixada brasileira em Washington.

O ministro disse que não foi discutido, no encontro com Pompeo, a possibilidade de um encontro entre Bolsonaro e Trump durante a Assembleia-Geral da ONU, prevista para a próxima semana.

Questionado sobre ajuda internacional para ações na Amazônia, Araújo afirmou que toda cooperação é bem-vinda. Mas disse que é preciso que ela seja eficiente, colocando em xeque a atuação de ONGs que ele disse não contar com um sistema de prestação de contas.

O ministro disse que o Brasil não é contra a ajuda nova ou antiga dada por países europeus à Amazônia, mas espera que ela seja eficiente. Destacou que os Estados Unidos parecem ter um estilo mais eficiente nesse tipo de cooperação.

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