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quarta-feira, 04/02/2026

Corretora de Goiás morta com tiro na cabeça, diz atestado de óbito

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JOSUÉ SEIXAS
RECIFE, PE (FOLHAPRESS)

O atestado de óbito da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43 anos, mostrou que ela morreu por causa de um tiro na cabeça. A Polícia Técnico Científica de Goiás liberou o corpo dela na terça-feira (3). O velório será em Uberlândia, Minas Gerais.

De acordo com o documento obtido pela Folha, o disparo causou um ferimento grave na cabeça de Daiane, o que causou sua morte.

A vítima estava desaparecida há 40 dias. Seu corpo foi encontrado em 28 de janeiro em estado avançado de decomposição. Por isso, somente os dentes puderam ser usados para extrair o DNA.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso suspeito de matar Daiane. O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso por atrapalhar as investigações.

A polícia informou que Cléber era a única pessoa com motivo e condições para cometer o crime. Ele e o filho estão presos temporariamente.

O advogado do síndico, Felipe de Alencar, confirmou que Cléber confessou ter usado uma arma para matar a corretora. Ele afirmou que as provas da perícia ainda não estão no processo e que seu cliente está colaborando com a investigação. A defesa de Maicon Douglas não se manifestou.

A motivação para o crime, segundo a polícia, seria uma briga entre Daiane e o síndico. Tudo começou quando a corretora se mudou para o prédio e começou a administrar seis apartamentos da família, que antes eram geridos por Cléber.

A última vez que Daiane foi vista foi às 19h do dia 17 de dezembro, quando entrou no elevador para ir ao subsolo verificar a falta de energia no seu apartamento. Às 19h08, outra moradora usou o elevador para descer ao mesmo andar e não viu nada estranho.

A polícia acredita que o suspeito matou Daiane nesse intervalo de tempo.

Daiane teria descido ao subsolo para checar o quadro de energia do prédio, pois percebeu que só seu apartamento estava sem luz. O síndico costuma cortar a energia de alguns apartamentos como prática comum. Ela estava filmando a situação com o celular na mão, o que pode ter gerado conflito entre os dois.

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