IDIANA TOMAZELLI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
Os Correios registraram um prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões no ano até setembro, conforme informado nas demonstrações financeiras aprovadas pelo conselho da empresa nesta sexta-feira (28).
Em uma nota aos funcionários, a estatal explicou que o resultado negativo se deve à redução nas receitas e ao aumento dos custos operacionais, além de maiores responsabilidades com questões judiciais e trabalhistas.
No primeiro semestre, o prejuízo foi de R$ 4,37 bilhões, valor significativamente maior que o prejuízo de R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período de 2024.
Essa situação mostra que a condição financeira dos Correios está se agravando, já que a empresa enfrenta perdas consecutivas e dificuldades econômicas.
Depois de um período financeiro positivo entre 2017 e 2021, impulsionado pelo crescimento das vendas online durante a pandemia de Covid-19, os Correios começaram a registrar prejuízos maiores a partir de 2022.
Além da redução das receitas causada pela chamada “taxa das blusinhas” — um imposto sobre encomendas internacionais de até US$ 50 — a empresa enfrenta problemas operacionais e descontrole em ações judiciais que afetam seu caixa, enquanto os custos continuam crescendo.
Conforme divulgado pela Folha, a estatal está em negociação com bancos públicos e privados para obter um empréstimo de R$ 20 bilhões como parte de um plano de recuperação. Esse plano inclui medidas como o programa de demissão voluntária (PDV), mudanças no plano de saúde, fechamento de agências e revisão do plano de cargos e salários.
Os Correios também estão considerando transferir parte de seus imóveis para a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), outra estatal federal, para acelerar a venda desses bens e conseguir recursos financeiros rapidamente.

