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Corpos de 9 mil vítimas do conflito armado são encontrados na Colômbia

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Os corpos foram localizados com ajuda de integrantes de organizações criminosas com base na Lei de Justiça e Paz

Bogotá – A Promotoria da Colômbia localizou e exumou cerca de 9 mil corpos de vítimas do conflito armado do país, mais de 7 mil deles em valas comuns.

O trabalho, feito em parceria com o Instituto de Medicina Legal, a Polícia e familiares das vítimas, foi realizado em 30 dos 32 departamentos do país.

“Os 9 mil corpos foram localizados e exumados graças às informações fornecidas por testemunhas e integrantes de várias organizações criminosas que se submeteram à Lei de Justiça e Paz”, disse a Promotoria da Colômbia.

Do total, os restos mortais de 3.800 vítimas já foram entregues aos familiares. Antioquia é o departamento com o maior número de corpos localizados: 1.235.

Os mais de 9 mil corpos exumados foram levados aos laboratórios de genética da Promotoria da Colômbia, do Instituto de Medicina Legal e da Polícia. Os pesquisadores conseguiram identificar, com “absoluta fidelidade”, segundo os promotores, 4.296 vítimas.

“Esses restos mortais foram entregues em cerimônias solenes e em coordenação com as vítimas nos pontos e condições em que elas solicitaram”, afirmou a Promotoria da Colômbia.

Os corpos que ainda não foram identificados seguem nos laboratórios. As equipes ainda tentam localizar familiares para obter mais informações e concluir o trabalho.

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Novas mortes e casos diários de coronavírus na Itália se estabilizam

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Foram registrados 766 novos óbitos pela covid-19 no país nesta sexta, um crescimento pouco acima das 760 fatalidades ocorridas no dia anterior

Coronavírus: a Itália atingiu um pico diário de 6.557 novos casos de covid-19 em 21 de março (Andrea Pirri/Getty Images)

O número de mortos pelo surto de coronavírus na Itália aumentou em 766 para 14.681 óbitos, informou a Agência de Proteção Civil do país nesta sexta-feira, um crescimento pouco acima das 760 fatalidades registradas no dia anterior.

O número de novos casos teve leve queda, com 4.585 infecções, ante 4.668 anteriormente, elevando o número total de infecções desde o surgimento do surto, em 21 de fevereiro, para 119.827.

A sexta-feira foi o quinto dia consecutivo em que o número de novos casos permaneceu num intervalo entre 4.050 e 4.782, confirmando as esperanças do governo de que a epidemia atingiu seu pico, antes de um esperado declínio no futuro próximo.

A Itália atingiu um pico diário de 6.557 novos casos em 21 de março.

O número diário de mortos esteve entre 727 e 766 nos últimos três dias, abaixo dos 837 de terça-feira e do pico de 919 na sexta-feira da semana passada.

Dos originalmente infectados em todo o país, cerca de 19.758 haviam se recuperado totalmente nesta sexta-feira, ante 18.278 no dia anterior. Havia 4.068 pessoas em terapia intensiva, acima das 4.053 anteriores.

A Itália registrou mais mortes do que em qualquer outro lugar do mundo e responde por mais de um quarto de todas as mortes globais pelo vírus.

Na região da Lombardia, epicentro do surto, o número de mortes diárias foi um pouco menor do que no dia anterior, chegando a 351, contra 367 na quinta-feira, mas novas infecções aumentaram para 1.455, contra 1.292.

 

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Espanha registra mais de 900 mortes por coronavírus pelo segundo dia

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Este é o segundo dia consecutivo que o país supera a barreira de 900 mortes diárias

Vista geral de um hospital temporário em Madri, Espanha.
(foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP)

A Espanha registrou 932 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, o que eleva o balanço global de vítimas fatais a 10.935, anunciou o ministério da Saúde nesta sexta-feira.
Este é o segundo dia consecutivo que o país supera a barreira de 900 mortes diárias, depois do recorde de 950 óbitos registrado na quinta-feira.
A Espanha é o segundo país do mundo, depois da Itália, em número de mortes provocadas pela pandemia de Covid-19.
Em termos percentuais, a tendência mantém a redução gradual, a 9,3%, depois de alcançar 27% na semana passada. Por este motivo, as autoridades de saúde espanholas afirmam que o país atingiu ou pode estar superando o pico da epidemia.
O número de casos notificados subiu para 117.710, também com uma pequena desaceleração na comparação com quinta-feira.
As regiões mais afetadas continuam sendo Madri, com pouco mais de 40% dos falecidos (4.483), e Catalunha (2.335).
As duas zonas prosseguem com as emergências de vários hospitais saturadas pelo fluxo intenso de pacientes, o que levou os centros médicos, de acordo com testemunhas, a restringir as internações e privilegiar as pessoas com melhor histórico clínico.
Os espanhóis estão confinados desde 14 de março, por decreto do governo, e devem continuar assim pelo menos até 11 de abril. O governo determinou a paralisação de todas as atividades “não essenciais” até o final da próxima semana, o que reduziu ainda mais os deslocamentos da população.
O governo decidirá nos próximos dias se prolonga o confinamento, informou na quinta-feira o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, ao destacar que o objetivo continua sendo reduzir os contágios para não provocar o colapso do sistema de saúde.
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Coronavírus provoca disputa entre países para obter máscaras

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Sem a capacidade para produzir por conta própria máscaras em número suficiente, muitos países ocidentais tentam comprar protetores, principalmente na Ásia

A disputa para conseguir máscaras e evitar a propagação do coronavírus é impiedosa.
(foto: Vivek Prakash / Afp)

Americanos que compram um carregamento de máscaras a ponto de decolar rumo à França de um aeroporto na China, franceses ou tchecos que apreendem equipamentos de proteção destinados à Espanha ou Itália. A disputa para conseguir máscaras e evitar a propagação do coronavírus é impiedosa.
Sem a capacidade para produzir por conta própria máscaras em número suficiente, muitos países ocidentais tentam comprar milhões de protetores, principalmente na Ásia, uma situação que levou diversas nações a ignorar as regras e o ‘fair play’ que vigoram nas negociações em períodos normais.
De acordo com fontes francesas, um carregamento de máscaras que estava prestes a decolar com destino ao país foi comprado, em dinheiro e por um preço maior, por americanos na pista de um aeroporto na China recentemente.
“Os americanos pegaram um carregamento que era nosso”, disse Valérie Pécresse, governadora da região de Paris.
O governo negou na quinta-feira as acusações, mas os compradores poderiam ser funcionários privados ou representantes de governos estaduais.
“Concorrência aterrorizante”
O fenômeno é mundial. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, pediu na quinta-feira aos funcionários de seu governo que investiguem queixas similares sobre o desvio de máscaras destinadas ao país.
“Os mercados de abastecimento para o coronavírus estão entrando em colapso”, destacou o professor Christopher R. Yukins, da Universidade de Washington.
“Os Estados estão em uma disputa para ter acesso a recursos”, explicou o pesquisador Jean-Sylvestre Mongrenier do instituto franco-belga Thomas More. “É desagradável, mas não significa uma explosão de hostilidades”, disse.
O deputado ucraniano Andrii Motovylovet, que viajou à China em março para acompanhar um carregamento médico, relatou no Facebook que foi testemunha de uma “concorrência aterrorizante por equipamentos médicos”.
“Nossos cônsules que vão às fábricas chinesas encontraram colegas de outros países que queriam acabar com nossos pedidos. Pagamos nossos pedidos de maneira antecipada por transferência bancária e temos contratos assinados. Mas eles tinham mais dinheiro em espécie. Cada remessa é uma luta”.
Na China, poucos fabricantes têm autorizações para exportar. Os que não têm permissões devem passar por empresas comerciais se desejam exportar. Isto cria muitos intermediários.
Nesta luta cruel, alguns países recorrem a seus serviços secretos. De acordo com o jornal francês Le Figaro, o Mossad israelense executou uma operação clandestina em março para obter kits de detecção do vírus em um país que não foi identificado.
“É um tempo de negociações diretas (…) que frequentemente são acompanhadas de favorecimento, fraude e superfaturamento”, escreveu em uma coluna no jornal francês Le Monde Laurence Folliot Lalliot, professora de Direito Público.
Pagamento em dinheiro
E neste contexto o pagamento em dinheiro faz milagres.
“Os americanos pagam em espécie e sem ver (o carregamento), o que certamente pode ser mais atrativo para alguns que apenas querem fazer negócios”, afirmou Valérie Pécresse.
O ex-primeiro-ministro eslovaco Peter Pellegrini afirmou em 15 de março que o país havia reservado milhões de máscaras na Ucrânia, que deveriam ser pagas em dinheiro. “Estávamos preparando uma maleta com 1,2 milhão de euros. Tivemos que usar um voo especial do governo para recebê-las. Mas um intermediário alemão chegou antes, superou nossa oferta e levou”.
A tensão também afeta países aliados na União Europeia.
De acordo com a revista francesa l’Express, a França apreendeu em 5 de março em seu território máscaras da empresa sueca Mölnlycke que estavam destinadas à Espanha e Itália, os dois países europeus mais afetados pelo coronavírus.
A República Tcheca também apreendeu máscaras que deveriam seguir para a Itália.
As autoridades de Praga afirmaram que a medida foi decidida com “base na suspeita de comportamento fraudulento e atividades criminosas”, mas se comprometeram a enviar material equivalente à Itália “o mais rápido possível”, indicou a embaixada tcheca em Paris.
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Rainha Elizabeth II fará pronunciamento domingo sobre pandemia

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Será a quarta intervenção extraordinária da rainha em 68 anos de reinado

(foto: BUCKINGHAM PALACE / AFP)

A rainha Elizabeth II se dirigirá aos habitantes do Reino Unido e dos países da Commonwealth no domingo, às 19h GMT (16h, horário de Brasília), em um discurso transmitido por televisão e dedicado ao novo coronavírus – anunciou o Palácio de Buckingham nesta sexta-feira (3/4).
“Sua majestade, a rainha, gravou uma intervenção especial para o Reino Unido e a Commonwealth ligada à epidemia de coronavírus”, do castelo de Windsor, informa o comunicado, no momento em que o balanço total de mortos no Reino Unido passa de 3.500.
Será a quarta intervenção extraordinária da rainha em 68 anos de reinado.
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UE apoia plano de Washington para governo de transição na Venezuela

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Segundo o chefe da diplomacia europeia, ”a proposta americana vai na linha da UE de propor uma saída pacífica para a crise”

Presidente da Venezuela Nicolas Maduro.
(foto: MARCELO GARCIA / VENEZUELAN PRESIDENCY / AFP)

A União Europeia (UE) afirmou, nesta sexta-feira (3/4), que o plano dos Estados Unidos sobre um governo de transição na Venezuela – sem o presidente Nicolás Maduro e sem o opositor Juan Guaidó – “vai na linha” de uma solução pacífica promovida pelo bloco.
“A UE toma nota positivamente (…) A proposta americana vai na linha da UE de propor uma saída pacífica para a crise, por meio de uma via negociada para um governo democrático”, diz a declaração do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em nome dos 27.
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Mortes por coronavírus no Reino Unido sobem 23% e somam 3.605

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Reino Unido tem 38.168 casos de coronavírus confirmados

Reino Unido: cientistas britânicos estimam até 20 mil mortes (Aaron Chown/Getty Images)

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