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terça-feira, 03/02/2026

Corpo de corretora encontrado em mata é confirmado por exame de dna

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A Polícia Científica de Goiás confirmou na manhã de terça-feira (3) que o corpo localizado em uma área de mata pertence à corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, 43 anos. A confirmação veio através de exame de DNA.

Daiane estava desaparecida há 40 dias, e seus restos mortais foram achados no dia 28 de janeiro, já em avançado estado de decomposição, o que limitou a extração de DNA aos dentes.

O resultado do exame foi enviado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira, em Goiânia, responsável pela liberação do corpo à família.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso sob suspeita de envolvimento na morte da corretora, enquanto seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foi detido por possível interferência nas investigações. A polícia aponta Cléber como o único com motivo e meios para o crime. Ambos estão presos temporariamente.

A Polícia Civil de Goiás informou na segunda-feira (2) que há indícios de que a morte está relacionada a um disparo de arma de fogo, e aguarda os laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do caso.

O advogado da família da vítima, Plínio César Cunha, disse que informações não oficiais indicam a presença de um projétil alojado no crânio de Daiane.

Por sua vez, o advogado do síndico, Felipe de Alencar, confirmou que Cléber confessou ter utilizado uma arma para matar a corretora, mas informou que a perícia ainda não foi anexada ao processo, e que o cliente está colaborando com as investigações. A defesa de Maicon Douglas não se manifestou.

De acordo com a polícia, o principal motivo do crime seriam conflitos entre a vítima e o síndico, iniciados quando Daiane passou a administrar os seis apartamentos da família, função que antes era exercida por Cléber.

A última vez que Daiane foi vista foi às 19h do dia 17 de dezembro, entrando no elevador para ir ao subsolo verificar uma queda de energia em seu apartamento. Às 19h08, outra moradora usou o elevador para o mesmo andar e não percebeu nada estranho.

A polícia acredita que o crime tenha ocorrido nesse intervalo.

Daiane teria descido com o celular na mão, gravando a situação, o que pode ter provocado uma discussão com o síndico. Ela foi verificar o quadro de energia do prédio, pois apenas seu apartamento estava sem luz, e a prática de cortar energia em alguns apartamentos era comum por parte do síndico.

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