O Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo da corretora Daiane Alves Souza, 43 anos, após os procedimentos de perícia, conforme informado pelo advogado da família.
O que ocorreu
O corpo de Daiane foi liberado nesta terça-feira (3) pela Polícia Técnico Científica em Goiânia. Os familiares estão organizando o transporte para Uberlândia, Minas Gerais, onde será realizado o velório, ainda sem data marcada. A informação foi confirmada por Plínio César Mendonça, advogado dos familiares.
Segundo dados preliminares, um projétil de arma de fogo foi encontrado no crânio da vítima. No entanto, o advogado aguarda os resultados oficiais dos laudos para confirmar os detalhes.
A identificação do corpo foi possível por exame de DNA, que comparou o material genético da mãe e da filha, confirmou Mendonça.
A Polícia Científica de Goiás confirmou nesta terça-feira (3) que os restos encontrados em uma área de mata em Caldas Novas são de Daiane. O corpo será entregue aos familiares para que realizem os procedimentos finais. Daiane esteve desaparecida por cerca de 40 dias, desde 17 de dezembro até 28 de janeiro, quando foi localizado o corpo em uma região de mata do município goiano.
O advogado de defesa de Cleber Rosa de Oliveira, suspeito do crime, declarou que o síndico está colaborando com as investigações e só irá se manifestar após o término do inquérito policial.
Síndico detido
Cleber e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos em janeiro, suspeitos do assassinato de Daiane. Na manhã seguinte à prisão, Cleber admitiu o crime e indicou à polícia onde havia escondido o corpo, em uma área de mata próxima a uma estrada de Caldas Novas.
De acordo com a polícia, o crime ocorreu no subsolo do prédio onde Daiane e Cleber moravam. O motivo teria sido um desentendimento durante o momento em que Daiane tentou religar a energia do seu apartamento. Os dois já tinham um histórico de conflitos. Embora a vítima apresentasse uma bala alojada na cabeça, nenhum morador ouviu disparos.
O corpo foi localizado em uma região de mata às margens de uma estrada em Caldas Novas, conforme informado pela polícia. Cleber indicou o local onde havia deixado o corpo.
Conforme as investigações, Daiane foi morta no mesmo dia do seu desaparecimento. Cleber teria colocado o corpo em um veículo e o abandonado naquela área. O filho dele foi detido por suspeita de dificultar as investigações, por ter adquirido um celular e registrado em nome do pai na data do crime.
Por sua vez, a defesa de Maicon afirmou que ele não tem nenhuma participação no caso, e que a confissão do crime é exclusiva do pai.
