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Coronavírus já reduz previsão de crescimento do PIB no Brasil em 2020

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UBS reduziu sua projeção de crescimento de 2,5% para 2,1% diante dos efeitos da epidemia na China, o principal parceiro comercial do Brasil

PIB: previsões mostram que país deve crescer entre 2,1% a 2,3% neste ano (Mario Tama/Getty Images)

São Paulo — A epidemia do coronavírus já afeta as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2020.

O banco suíço UBS, em relatório divulgado nesta terça-feira (04), reviu a sua previsão para o crescimento da economia brasileira de 2,5% para 2,1%.

O número é próximo dos 2,2% apontados pelo Itaú e dos 2,3% mostrados no boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central.

“A China é o principal parceiro comercial do Brasil, além de um “fixador do preço” das commodities de exportação mais importantes do país nos mercados globais. O impacto negativo imediato já pode ser visto nas condições financeiras”, escreve Tony Volpon, que assina o relatório do UBS.

O banco também reduziu sua estimativa para o crescimento do PIB chinês neste ano de 6% para 5,4%, e o país já estava crescendo no menor ritmo em três décadas.

Os primeiros dados divulgados em relação a janeiro mostram fraqueza especialmente no setor de serviços.

Há fábricas fechadas e queda do consumo devido às restrições a viagens e fechamento de atrações turísticas, centros de lazer, empresas e escolas.

A Oxford Economics acredita que o vírus pode reduzir o crescimento chinês em pelo menos dois pontos percentuais no primeiro trimestre, embora melhore no segundo.

A província de Hubei, em cuja capital, Wuhan, o coronavírus surgiu, está isolada desde o final de janeiro. A região é um importante pólo de produção de automóveis.

Outras cidades também estão em quarentena; no total, mais de 70 milhões de pessoas na China estão atualmente confinadas.

Já são quase 24 mil casos e 500 mortes relacionadas ao vírus, e não há sinais de arrefecimento. No início da semana, o governo chinês injetou 180 bilhões de dólares nos mercados na volta do ano-novo chinês.

O Brasil monitora até o momento 13 casos suspeitos, mas nenhum foi confirmado até agora. Ainda assim o governo brasileiro reconheceu o caso como de “emergência de saúde pública”.

(Com AFP)

 

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Com menor rede de ensino, Norte terá 33% das escolas cívico-militares

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A lista com as 54 escolas selecionadas pelo programa foi divulgada na quarta-feira (26); região Norte concentrará 18 unidades

Escolas cívico-militares: o programa prevê que os militares da reserva atuem em tutorias e na área administrativa — e não como professores (Dênio Simões/Agência Brasília/Divulgação)

Com a menor rede de ensino do Brasil, a Região Norte é a que concentra a maior parte das escolas selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) para receber o Programa de Escolas Cívico-Militares (Pecim), uma das principais bandeiras do governo Jair Bolsonaro para a área.

Desde que a ação foi anunciada, especialistas e gestores educacionais alertam que a política beneficia um número limitado de estudantes e não é uma solução para os maus resultados educacionais brasileiros.

A lista com as 54 escolas selecionadas pelo programa foi divulgada na quarta-feira (26) após o início do ano letivo nas unidades. A Região Norte tem 18 colégios escolhidos para o modelo, concentrando 33% do total.

Já o Sudeste, com a maior rede de ensino básico, tem apenas cinco escolhidas — sendo que ainda há indefinições sobre as unidades de São Paulo e Rio.

O modelo pensado pelo governo Bolsonaro para as escolas cívico-militares é que elas tenham gestão compartilhada entre militares e civis. O programa prevê que os militares da reserva atuem em tutorias e na área administrativa — e não como professores.

O formato é diferente das escolas mantidas pelo Exército, que costumam fazer seleção para ingresso e têm custo bem maior do que unidades da rede pública regular.

As escolas podem aderir ao modelo em duas modalidades. Na primeira, recebem os militares do Exército, que serão remunerados pelo governo federal; na segunda, os governos locais (Estado ou município) se encarregam de contratar bombeiros ou policiais militares aposentados e recebem R$ 1 milhão para investir na infraestrutura.

Apesar de as aulas terem começado sem a presença dos militares nas escolas e sem que a equipe pedagógica fizesse um planejamento, o diretor de Políticas para Escolas Militares, Aroldo Cursinho, disse em nota do ministério que a implementação do programa está saindo “conforme o planejado”.

Os oficiais das Forças Armadas ainda não foram contratados. A previsão do Exército é de que a seleção só seja concluída em abril.

Planejamento

Quando anunciou o programa, o ministro Abraham Weintraub afirmou que o objetivo para 2020 seria a implementação do modelo em pelo menos duas escolas por Estado – no entanto, quatro ficaram de fora (Alagoas, Espírito Santo, Sergipe e Piauí) e outros oito foram selecionados para apenas uma unidade.

O MEC afirma que os municípios dos Estados sem nenhuma escola selecionada não tinham contingente suficiente de militares da reserva para participar do programa. Apesar das dificuldades ocorridas neste ano para iniciar o modelo, o ministro continua defendendo o programa como solução para os problemas educacionais do País.

No último dia 17, em um evento em São Paulo, ele disse que unidades com esse modelo têm alunos com “rendimento mais alto” e a maior parte dos paulistas quer ter “uma família, uma casa, um carro e que o filho estude em uma escola cívico-militar”.

A única escola de São Paulo selecionada pelo MEC, em Campinas, ainda não definiu se vai aderir ao modelo, uma vez que não foi feita uma consulta aos estudantes e professores.

Caso a votação rejeite o modelo, o MEC informou que vai implementá-lo em uma unidade de Sorocaba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Preocupado com escassez, governo pode ir à Justiça para reter máscaras

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De acordo com secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, governo precisa de 20 milhões de máscaras

Pessoas com máscara no metrô de São Paulo: Brasil tem um caso confirmado (Victor Moriyama / Freelancer/Getty Images)

São Paulo — O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo Reis, disse nesta quinta-feira, 27, que “preocupam muito” problemas para obtenção de equipamentos de proteção contra o coronavírus, como aventais e máscaras.

Gabbardo disse que o governo pode acionar a Justiça para garantir o fornecimento de máscaras, até aplicando multas e fazendo apreensão em empresas. O secretário disse, ainda, que retirar empresas de cadastro de fornecedores é uma hipótese.

Questionado se a medida não poderia ferir a livre iniciativa, o secretário afirmou que a situação é prevista na lei. Segundo Gabbardo, os Estados têm estoques, mas o governo precisa se antecipar no caso de um surto. A busca da pasta é por 20 milhões de máscaras.

Segundo Gabbardo, dos 21 equipamentos licitados, 16 estão em negociação “confortável”. Algumas empresas que participaram da licitação, diz, “se mostraram desinteressadas em vender para o ministério”.

“O que a gente sabe é que produtores de máscaras, o item que mais nos preocupa, venderam para outros países, provavelmente a China, e muitos venderam não só produtos, mas a produção, ou seja, aquilo que podem produzir nos próximos 30 ou 60 dias”, disse. “Isso nos preocupa muito.”

De acordo com ele, se necessário, será impedida a exportação dos produtos e a Justiça poderá ser acionada para apreensão na fábrica. Gabbardo citou o risco de multas e a proibição de participar de outros processos licitatórios. Procurada, a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos informou que não conseguiria se manifestar nesta quinta até as 23 horas

 

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Coronavírus: Justiça dá a Paraty direito de manter casal internado

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No país, há 132 casos suspeitos de coronavírus e um confirmado, em São Paulo

Paraty: caso suspeito é de casal francês (xeni4ka/Getty Images)

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu ao município de Paraty o direito de manter em internação hospitalar um casal de franceses que são suspeitos de ter contraído o coronavírus. O processo está em segredo de justiça.

O casal está entre os nove casos suspeitos no estado de terem contraído o Covid-19, o novo coronavírus, surgido na China no fim do ano passado. No estado do Rio ainda não há casos confirmados. De acordo com o último boletim do Ministério da Sáude, em todo o país, são monitorados 132 casos suspeitos.

Até o momento, há um caso confirmado no país. Trata-se de um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que esteve na região da Lombardia, no norte da Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro.

Em todo o mundo, são 82.294 casos confirmados. Até o momento, 2.804 pessoas morreram.

Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, usar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar, ou tossir, e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criou um grupo de trabalho multidisciplinar com pesquisadores da área da saúde a fim de desenvolver ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença.

Para orientar o público, o grupo de trabalho produziu um boletim com informações sobre a origem do vírus, a forma de transmissão, os sintomas causados e as medidas de prevenção.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura da Paraty informou que o casal de franceses está sendo monitorado desde ontem (27) pela equipe do Hospital Municipal. Conforme protocolo do Ministério da Saúde, o casal teve material coletado para análise e enviado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-RJ). O resultado deve sair em até 48 horas.

A prefeitura diz que os dois pacientes estão em áreas isoladas, não havendo motivo para alarme da população. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária, acompanha os casos junto à Secretaria Estadual de Saúde e Vigilância Estadual.

A nota esclarece ainda que, por determinação do Ministério da Saúde, turistas estrangeiros que buscam atendimento na rede municipal com sintomas de doenças respiratórias e provenientes dos 16 países com circulação ativa do vírus passaram a ser orientados a permanecer em observação até resultados conclusivos de exames.

 

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